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Atriz iraniana que não irá ao Oscar em protesto contra Trump nunca se manifestou contra o racismo e autoritarismo dos aiatolás




Alguns formadores de opinião estão extasiados com a suposta "coragem" da atriz iraniana Taraneh Alidoosti, que anunciou em sua redes sociais que não comparecerá à cerimônia em protesto contra supostas "ações xenófobas" do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Que coragem...

Daqui, não vejo coragem alguma. Taraneh não está entre os principais nomes do evento, e sua ausência não seria sentida caso ela não fizesse tanto alarde. A moça recebeu o convite por a personagem principal do drama "O Apartamento", que concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

"A iniciativa de Trump de banir vistos para iranianos e outros é uma ação racista e inaceitável. Independentemente da resolução incluir ou não eventos culturais, eu não irei ao Academy Awards 2017 em protesto", disse Taraneh.

Taraneh é iraniana. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o país deixou de ser uma monarquia secular para se transformar em uma teocracia islâmica. Acima do presidente do país está o aiatolá, autoridade religiosa que ocupa o cargo de Comandante Supremo do país. A tradição islâmica que transformou mulheres em cidadãs de segunda classe sempre manteve relações tensas com o Estado de Israel. Para os aiatolás, Israel não deveria sequer existir. O atual líder supremo Aiotalá Ali Khamenei já afirmou que o Israel é um "cão raivoso", e que o Estado Judeu "extinto" em vinte e cinco anos. Há também um longo histórico de negação do Holocausto por parte de autoridades iranianas, além da conspiração de diplomatas do país para realizar um atentado na Associação Mutual Israelita-Argentina (AMIA) em Buenos Aires em 1994. Tudo motivado pelo ódio. Ao que se sabe, Taraneh nunca questionou o racismo contra judeus. 

E nem questionaria, já que não passa de mais uma farsante. Era pouco conhecida até usar as promessas de campanha de Trump como palanque para se promover. A moça já reúne elementos que a tornariam uma musa da esquerda soft internacional, já que é iraniana, feminista (embora ache normal a submissão das mulheres determinada pelo Islã) e agora ainda questiona Trump. Certamente será ovacionada pelos ideólogos mundo afora.

Ora, não existe protesto mais imbecil que este. Em termos práticos, a atriz deixou de participar de um evento majoritariamente anti-Trump, organizado pelo supra-sumo da esquerda caviar internacional, que contará com vários discursos de ódio ao longo da noite de premiação. Se o alvo dela fosse Trump, o mais adequado seria participar do evento. Mas aqui a moça preferiu outro jogo, fazendo com que seu nome fosse ecoado pelas redações estrangeiras por meio de jornalistas militantes que venderão a narrativa da heroína iraniana.

É claro, pode ser que Taraneh não ser a oportunista descrita pelo autor deste texto. Pode ser que ela tenha declinado do convite porque o marido não autorizou a viagem. Afinal de contas, estamos falando de Irã. 




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