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A prisão de Eike: mais um capítulo da queda do Império






Mais um episódio da série Brasil. Neste episódio, o homem que mais rico do país se torna fugitivo da Polícia Federal. Acusado de participar de esquemas milionários de propina, Eike Batista estava ligado tanto ao governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral quanto aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Ainda não há certeza se ele voltará ao país para se entregar as autoridades, ou se fugirá para a Alemanha (ele possui cidadania por ter mãe alemã). 

A prisão de Eike Batista parece ser um dos episódios finais da agonizante queda do Império X, erigido em cima dos favores estatais e nutrido por recursos públicos. Eike só chegou ao topo pois usou o sangue dos brasileiros como escada, seja pela influência de seu pai Eliezer Batista (empresário e ex-ministro de Minas e Energia Eliezer Batista. Depois, Eike partiu para a megalomania, querendo ser o empresário de tudo - sempre em parceria com o Estado. Chegou até a doar recursos para a construção das Unidades de Polícias Pacificadoras, que durante muito tempo funcionou como a menina dos olhos da esquerda. Eike chegou a ser dono do Rock in Rio e sócio do empreendimento da Marina da Glória, além de explorar petróleo. Tudo veio abaixo. 

Eike chegou a inflar dados de seus negócios para atrair investimentos, sempre perseguindo o sonho de ser o homem mais rico do mundo. No entanto, seu castelo de cartas ruiu assim que o estado começou a falhar em manter seu financiamento. Mais tarde, Eike percebeu que a Operação Lava Jato poderia abreviar seus dias de liberdade. De boa vontade, ele procurou o juiz Sérgio Moro para falar o que sabia. Sempre arrogando inocência, é claro. Eike tentou limpar sua barra confessando que pagou propina por meio de doações para a campanha de Dilma Rousseff. Comentei o fato aqui

O dia de hoje foi terrível para os petistas. Começou com o ex-ministro Guido Mantega preso pela Operação Lava Jato. Terminou com a revelação de que Dilma e Lula receberam propina em suas campanhas.
Ficaram sem rumo, já que ninguém esperava que Eike Batista houvesse feito depoimentos espontâneos aos investigadores que atuam na força-tarefa de Curitiba. Só restou aos farsantes utilizar um argumento fraco da suposta falta de humanidade de se prender alguém que está com a mulher internada com câncer. Até isso ruiu, já que depois o próprio Moro revogou a prisão preventiva apelando justamente para a humanidade que os petistas alegaram que ele não tinha.
[...]O que é importante deste episódio é que se desmontou um dos principais estelionatos de nossa história, que é o partido que lutava pelos pobres. Fica claro que a preferência do PT era pelos ricos, pelos poderosos e por sua agenda política criminosa. O conchavo, o achaque e a fraude estão desnudados. Acabou.
Mais que isso: estas revelações mostram a natureza por traz do tal desenvolvimentismo, que não passa de uma espécie de “socialismo para os ricos”, como definiu o também socialista Luís Roberto Barroso. Quem defende o Estado interferindo na economia desta forma está na prática defendendo o financiamento público de milionários. Ou de bilionários, como é o caso de Eike Batista.
O choro e ranger de dentes ouvido hoje foi sem precedentes. Agora não terão como justificar coisa alguma. Qualquer interlocutor minimamente inteligente dirá que não há legitimidade no mandato de quem se elegeu com dinheiro de propina, como foi o caso de Dilma. Ou seja, ela não tinha legitimidade. Para pagar por isso, o impeachment não basta: ela deve também ir para a cadeia.
Eike é uma raposa, e pode ter dinamitado o núcleo duro do partido. Lula, Dilma, Antonio Palocci e Guido Mantega estão com o pescoço na guilhotina. O fez por medo de ser preso por Moro, que já demonstrou não ter pena de gente rica quando prendeu Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa e Octávio Azevedo.

Bom, Eike evitou uma prisão pela Lava Jato. No entanto, suas ramificações criminosas eram tão diversas que ele acabou sendo apanhando pela pilhagem que fez em conluio com a organização criminosa comandada por Sérgio Cabral (oficialmente registrada como PMDB do Rio de Janeiro). E hoje foi apanhado pela mesma Lava Jato do juiz Moro, para quem prestou depoimento de forma voluntária. 

A prisão de Eike representa os termos finais de um Brasil construído na mentira e na fraude. Mas também representa um Brasil que instituiu o golpe contra a democracia, já que o objetivo final de todas essas fraudes era fortalecer o plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores e aliados. Pessoas como Eike, Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa e Octávio Azevedo eram fundamentais para o plano autoritário do PT, já que financiavam com propinas as campanhas milionárias geridas por João Santana. Não podemos esquecer: o uso da máquina pública também serviu para calar o chantagista Ronan Maria Pinto (que ameaçava contar qual era a participação de Lula no assassinato de Celso Daniel). O PT tirou o dinheiro do Banco Schahin, que recebeu um contrato de R$1 Bilhão com a Petrobras em troca dos R$ 60 milhões que o partido usou para calar o chantagista. 

Todos lembram-se de Dilma e Lula elogiando Eike, ou de revistas e jornais exaltando o arrogante empresário estatal. Eike representa um Brasil velho, que morrerá junto com o velho establishment político ao cabo deste processo. Cuidemos agora para que esse cadáver não volte na forma de zumbi. 

Abaixo, duas cenas memoráveis: Eike com Lula, Sérgio Cabral, Pezão e a primeira-dama do crime Adriana Anselmo em um jantar. Na segunda, Lula e Eike em uma viagem no jatinho particular do empresário estatal.Nos vídeos  Dilma afirmando que Eike "é o nosso padrão" e "orgulho do Brasil", Eike entregando Dilma para Moro e Alexandre Garcia resumindo a história do homem que fez fortuna com corrupção de Lula, Dilma e Cabral. Ah, também tem um vídeo de Eike elogiando o pacote "anticorrupção" de Dilma Rousseff. Como se vê, o Brasil do PT era uma fraude.













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