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A melhor resposta ao discurso mentiroso de Meryl Streep veio do brasileiro Demian Maia




Tudo o que era necessário dizer sobre o discurso de Meryl Streep no Globo de Ouro já foi dito pelo Felipe Moura Brasil em seu blog, vale a leitura. O que talvez não tenha ficado claro, e que chama a atenção deste blogueiro, é que não há estelionato perfeito. Sempre se deixa algum fio solto que desmonta a farsa. A atriz premiada não foi diferente neste sentido. Em determinado momento, ela se referiu em tom jocoso aos que atuam no futebol americano e no MMA. Deixando claro seu viés elitista e esnobe, Meryl cravou: 

Chefão do UFC, o empresário Dana White respondeu: 

É claro que é uma arte. Esses lutadores, homens e mulheres, são tão talentosos, treinam suas vidas inteiras para se tornarem os melhores do mundo, e as pessoas que entram no UFC são a elite da elite. Dizer algo estúpido como isso é como dizer que ela não é uma atriz talentosa, e ela é uma atriz muito talentosa. Nós temos lutadores do mundo inteiro, campeões mundiais. Nós fazemos lutas em muitos países. Ela não conhece o esporte e foi um comentário completamente ignorante - resumiu o chefão do Ultimate.

Mas a melhor das respostas, esta veio do lutador brasileiro Demian Maia, que deu nos dedos da atriz caviar:

Ela apenas se esqueceu que o MMA também foi levado aos EUA por imigrantes. Rorion Gracie, a pessoa que começou tudo, era um imigrante também

Foi no lance. Sim, o MMA que Meryl esnobou como algo menor deve muito aos imigrantes. O MMA foi levado aos Estados Unidos pelo imigrante brasileiro Rorion Grace, que quis colocar lutadores de diversas especialidades dentro da jaula, sem regras, como forma de comprovar a superioridade do jiu-jitsu aperfeiçoado por sua família. Hoje o Ultimate Fighting Championship virou uma modalidade bilionária e conhecida mundialmente, a ponto de ser usada no estelionato retórico de artistas militantes. Antes disso, os Gracie haviam aprendido o jiu-jitsu através dos ensinamentos do imigrante japonês Mitsuyo Maeda. Os próprios Gracie são descendentes de imigrantes: o fundador do clã foi o escocês George Gracie, que se estabeleceu em Belém do Pará em 1826. A história do MMA é muito mais plural do que qualquer uma daquelas festas de Hollywood, onde segundo Chris Rock, brancos se regozijam por serem tão inclusivos. 

Foi a pluralidade do MMA deu protagonismo para que uma brasileira homossexual como Amanda Nunes derrotasse a americana Ronda Rousey recentemente. Ronda, por acaso, é da turma de Bernie Sanders. Ela é tão igual Meryl Streep que até esnobou Trump. Ronda disse que jamais escolheria um astro de TV para ser presidente dos Estados Unidos. Ao que parece, a arrogância é traço comum dos espíritos autoritários. Meryl poderia até saber dessas coisas, ou pesquisar mais a respeito do assunto antes de fazer o seu proselitismo. No entanto, não há que se esperar isso dela. A regra para estes impostores é sempre a mesma, que é vender a narrativa. Pelo que tem sido visto nas redes sociais dos estúpidos na mídia mainstream brasileira e internacional, Meryl até que foi bem-sucedida.

Essa é Meryl Streep. A mulher que aplaudiu de pé o pedófilo Roman Polanski agora vem usar o MMA como seu espantalho, sugerindo nas entrelinhas que as artes são nobres e que o esporte é grosseiro. Típico. Mas ainda acho que alguém deveria ter perguntado se não é muita cara de pau proferir tal discurso depois de um jovem deficiente branco e supostamente eleitor de Trump ter sido torturado por quatro radicais negros, que transmitiram tudo ao vivo pelo Facebook. Mas não, ela não vai falar nada sobre isso.

Ainda na saga dos imigrantes, fica uma nota cômica: na platéia do Globo de Ouro estavam dois atores que não rezam pela cartilha politica de Hollywood: o libertário Vince Vaughn e o conservador Mel Gibson. A cara de asco dos dois diante do discurso de Meryl virou meme. Pudera. Mel (o mais indignado dos dois), teve aulas de jiu-jitsu com Rorion Gracie. Rorion já teve alunos como Chuck Norris, Vin Diesel, Jim Carrey e Nicholas Cage. A cara de Mel Gibson é a cara de quem vê alguém mentindo sem parar. Qualquer um que estivesse ouvindo aquelas atrocidades também se espantaria.

Mel Gibson: a esquerda, com Rorion Gracie nos tempos em que foi aluno do brasileiro. A Direita, ele ouve os absurdos de Meryl com Vince Vaughn
                                                                                                                                          
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