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A Folha é cínica mesmo quando os fatos são inquestionáveis



Opositora da gestão João Doria e aliada de ocasião de qualquer elemento que se levante contra o prefeito, a Folha de São Paulo publicou uma breve matéria sobre o calvário dos paulistanos vítimas do vandalismo de pixadores. Leia o texto abaixo (link aqui). 

     Margarete mandou pintar o muro de sua pensão, no Bexiga (centro de São Paulo). Dias depois, já estava pichado.
    Um estúdio de cinema alugou o imóvel para rodar um filme e pintou de amarelo o paredão da casa, que tem quatro pavimentos e cerca de 40 metros de comprimento. Uma semana depois, já estava pichado novamente.
    "Eu não vou pintar de novo. Não adianta. Vou gastar dinheiro com tinta pra quê?", diz Margarete Kurebayashi, 66, resignada. Ela estima em R$ 10 mil uma pintura no paredão que, atualmente, tem pichação nos quatro níveis do imóvel. "Eu sei que fica feio, mas não tem o que fazer."
    Enquanto a gestão João Doria (PSDB) propõe o combate a pichadores em São Paulo, moradores da cidade contabilizam prejuízos, desvalorização de seus imóveis e desânimo motivados pela pichação.
    Assim como Margarete, quem também desistiu de pintar a fachada de casa foi o técnico em eletrônica Fábio Chueiri, 66, na rua Cardeal Arcoverde, na zona oeste.
    "Isso não tem jeito de evitar. Eles surgem de noite, quando você acorda já tem uma nova pichação", conta.
    Na outra esquina, nem mesmo a unidade do CVV (Centro de Valorização da Vida), que faz prevenção do suicídio voluntariamente, foi poupada.
    Até o fim do ano passado, a unidade também tinha sua fachada pichada. Na virada do ano, foi pintada. "Nós prestamos ajuda a todos, inclusive a pichadores", lamenta Antonio Batista, 63, coordenador da unidade Pinheiros. Sem financiamento externo, a pintura foi bancada pelos próprios voluntários.
    Na mesma rua, Dênis Alves, 39, dono de um antiquário, disse ter uma arma para combater as constantes pichações ao comércio. Irá contratar um grafiteiro para pintar a porta de sua loja. Como pagamento, oferecerá ao artista um móvel do antiquário.
    "A pichação é como se estivessem depredando meu imóvel, desvaloriza, afasta cliente, fica feio", explica.
    Diferentemente da gestão Doria, que tem apagado alguns grafites na capital paulista, como na avenida 23 de Maio, na zona sul, Dênis acredita que é necessário criar mais espaços para o grafite. Para ele, isso desestimula a ação de pichadores.
    "O pichador sabe que o que ele faz não é bonito. É a velha história, o pichador não picha a casa dele."

Muitos leram esta reportagem e se admiraram que tal conteúdo fosse publicado no jornal que hoje faz o mesmo papel repugnante do Gramma e do Pravda. Mas quem lê com mais atenção percebe que mesmo diante dos fatos, a Folha tenta lançar dúvidas sobre a posição de João Doria sobre os pixadores. 

1. A Folha tenta confundir o leitor ao usar o desânimo dos entrevistados como sinal de que o trabalho de zeladoria e punição contra os pixadores é dinheiro jogado fora. 
2. O autor do texto insinua que o terceiro entrevistado é crítico da gestão Doria, quando a única frase publicada sobre ele é que "pixador não pixa a própria casa".
3. A reportagem insinua que o pixador escolhe o vandalismo por falta de opções, usando da velha tática de confundir grafite com pixação. 

Mais uma vez, a Folha mente. Mesmo diante do sofrimento de quem tem a propriedade vandalizada, a Folha insiste em mentiras e leviandades, vendendo uma miragem para os leitores. Vamos deixar claro que: 

1. Zeladoria urbana é uma das obrigações da prefeitura, uma ação contínua de manutenção do espaço público. Pela lógica da Folha, ruas não seriam varridas, bueiros não seriam desentupidos e prédios públicos não seriam pintados. É a mesma lógica de limpar a própria casa, fato que deve se repetir de maneira contínua para tornar nossa residência minimamente habitável. Se alguém gerir a própria casa de acordo com a lógica canhota da Folha, em breve estará morando em um esgoto. 

2. Este é um dos pontos mais baixos da reportagem, já que a Folha faz alusão a algo que aparentemente não foi sequer mencionado por Denis Alves. É certo que se Denis fosse crítico do enfrentamento aos pixadores, a Folha teria destacado isso na primeira página. Mais provável ainda é que ele cedesse o próprio imóvel para ser "decorado" pelos "artistas de rua". Considerando que ele está fazendo um relato em tom de reclamação, fica evidente que a Folha praticou mais um estelionato retórico fazendo referências a palavras que o comerciante nunca disse. 

3. Mesmo a afirmação falsamente atribuída ao antiquário é falsa. Pixadores não vandalizam imóveis por falta de espaços para praticar arte, até porque o pixo é vandalismo, e não arte. Que a prefeitura coloque todos os espaços públicos a disposição desses bárbaros, isso não diminuirá sua sede pelo feio, pela ofensa e infâmia. Quem pixa quer apenas agredir com tinta, de maneira anônima e covarde. Tanto que pixação se dá até contra grafiteiros. Para registro: grafite ou não, só é válido usar um espaço quando se tem autorização do dono do imóvel e o devido tratamento. Do contrário, também será uma agressão. 

Em resumo: mesmo diante de tanta barbárie, a Folha tenta usar as vítimas para coagir o prefeito. Como sempre, o jornal se arrasta no esgoto e chama seu estelionato retórico de jornalismo. 


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