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Você se indigna com gastos absurdos do presidente ou só quando ele não é do seu partido?




O presidente Michel Temer deve comer R$ 1, 75 milhão de reais do contribuinte brasileiro em lanches. Essa bagatela compraria ao menos vinte apartamentos populares. Pelo que se nota, o presidente ainda não se deu conta de que vivemos uma crise. Não falo de demagogia, mas sim de ética e pensamento lógico. No momento em que o país passa por uma crise tão grande, não é razoável que o presidente aprecie sorvetes Häagen-Dazs (500 potes por R$ 7.500,00). Temer não é só fraco e covarde em decisões. O que essa gastança sugere é que ele não tem muita noção da realidade. 

É meio óbvio que a comitiva presidencial terá de comer em algum momento. E que essas despesas são relativas ao período de um ano. Ocorre que ninguém precisa de presunto de parma, queijo brie ou muçarela de búfala para viajar. Muito menos para governar um país. Se é verdade que R$ 1 milhão para um governo não é muito, também é verdade que se exige o mínimo de sensatez de quem foi eleito para governar o país em caso de ausência ou impedimento do chefe de estado. Além do que, a mulher de César não precisa ser somente honesta. Deve parecer honesta. 

O que se cobra aqui é apenas uma postura mais austera de quem governa o país. Temer pode se matar de tomar sorvetes caros ou chocolates finos, pode até se empanturrar de todo o presunto de Parma que puder comer. Desde que não o faça com nosso dinheiro. Essas questões são de simples assimilação, até uma criança entende. 

Essas verdades são as mesmas que valiam para Lula e Dilma Rousseff, que se comportavam como verdadeiros sheiks árabes. A czarina da mandioca se hospedava nos melhores hotéis, mesmo em países onde o Brasil possui embaixadas. Como em Roma, onde Dilma esnobou a residência oficial na embaixada brasileira (que é sediada no luxuoso Palazzo Pamphili), para se hospedar no Hotel Westin Excelsior. Na ocasião, ela torrou R$ 324 mil. Tem também aquele episódio em que a presidente gastou R$ 54 mil com alimentação em apenas dezoito dias.

Dilma esnobou a Embaixada Brasileira para ficar em um hotel. 

Dilma cumprindo o Decreto. Com dinheiro do contribuinte. 
Sim, Dilma apreciava o luxo. Teve aquela parada em Lisboa, onde a criminosa foi flagrada embriagada sendo amparada por um de seus seguranças. Dilma e sua equipe haviam feito de tudo para esconder aquela escala entre Davos e Nova York. Não foi pelo porre em si, mas pela presença de um golpista na reunião. Antes do "mim acher", Dilma havia se encontrado em segredo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Até hoje não se sabe qual foi o teor do encontro entre a czarina e o golpista da rota do frango com polenta.



Quem se indigna com gastos de forma legítima, pondera todos os elementos envolvidos, o que é diferente da militância suja que agora finge indignação com os luxos de Michel Temer. Nós democratas acreditamos na austeridade, na ética e no exemplo que deveriam ser obrigação de cada ocupante de cargo público. Eles, os golpistas, simulam a busca por estes valores quando o desvio não é praticado pelos seus senhores. É como o cavalo puxador de carroça que morde quem se aproxima, mas que aceita as chicotadas desferidas por seu condutor. Temos então que fazer duas coisas: exigir que o presidente tome vergonha na cara e desmascarar os éticos de ocasião. Quem não se comporta como animal de tração acha que luxos para políticos são ilegítimos e imorais, independente de qual for a cor partidária do delinqüente.
                                                                                                                                          
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