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Renan caiu. E agora?



Sim, a perspectiva de um petista no comando do Senado é algo sombrio. Nós sabemos que petistas são como gafanhotos, basta um dia no poder para que causem algum estrago. Jorge Viana provavelmente tentará fazer as dele. E nós, como faremos? Nós combateremos Jorge Viana em seu breve reinado com o mesmo ímpeto com que combatemos 

Renan nos últimos meses. Sem retroceder. É claro que ele tentará manobras, tal qual fez o muar Waldir Maranhão em sua breve interinidade. No entanto, é preciso lembrar que as manobras de Waldir foram fracassadas na maioria das vezes. Contestado pela maioria da casa, passou pela humilhação de abandonar sessões para garantir que os trabalhos iriam continuar, já que alguns parlamentares ameaçaram inviabilizar sessões conduzidas por ele. Maranhão também tomou parte naquela tentativa de golpe conhecida como “a Conspiração dos asnos”, em que ele tentou anular as sessões do impeachment. O que houve depois foi que ele foi ignorado pelo Senado e repudiado por seus pares. Acabou voltando atrás no mesmo dia de maneira vergonhosa até para quem tem a cara do Tiririca. 

A situação que se coloca agora inspira cuidados, mas não é razoável imaginar que a República caiu pelo fato do vice petista estar há alguns instantes perto do trono. É meio óbvio que Jorge Viana fará o diabo caso tenha oportunidades, mas também é de se supor que macacos só trepam em galhos quando os encontram. Da mesma forma, se a sociedade e os movimentos democráticos continuarem pautando o Congresso como tem sido feito nos últimos meses, Jorge Viana terá um mandato tão doloroso quanto um parto. A pressão deve ser mantida sobre seus pares para que eles não sigam o novo mestre. Sobre Jorge como indivíduo, tenham a certeza que ele só se sujeita aos seus próprios interesses, tal qual o próprio Renan Calheiros. Mas vejam que até o coronel foi derrotado na semana passada, quando tentou aplicar um golpe colocando as Dez Medidas em votação com caráter de urgência. Viana não tem nem a metade do trânsito de Calheiros, e muito menos a influência de quem escapou de uma cassação ameaçando detalhar o que sabia de quase todos os colegas. E nada de reclamar dos esforços com a mobilização. Se fosse algum nome do DEM, PSDB, PDT ou o que quer que seja, teríamos de fazer o mesmo. Afinal de contas, o preço da liberdade é a eterna vigilância. 


                                                                                                                                          
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