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Os textões da extrema-esquerda sobre o Natal: não ocorre ao progressista que ele é o desagradável da família



Como em todo Natal, pipocam textos e textões sobre o Natal na esgotosfera progressista. As latrinas reproduzem tudo o que é discurso de ódio sobre o contraditório, e sobre a insuportável dor de ter de se sentar a mesa com quem pensa diferente durante algumas horas. Para esses guerreiros da tolerância, é excruciante ouvir as falas daquele tio reaça, ou do primo neoliberaleco e do avô que às vezes acha que as coisas eram melhores nos tempos dos militares.

Este Natal então, provavelmente será o pior de todos. A extrema-esquerda apanhou muito, e sofreu fragorosas derrotas. Será difícil para o progressista da família continuar com a narrativa de 2015, quando ele falou aos familiares que os pedidos de impeachment eram atentados contra a democracia pois Dilma havia sido eleita com 54 milhões de votos. Boa parte dos que votaram na czarina pediram sua renúncia e celebraram sua queda. Sem contar que não foram às ruas defender a presidente, além de terem derrotado as esquerdas nas urnas. Era a chance da narrativa do golpe ser validada, e eles falharam. Isso sem contar outras derrotas amargas ao longo do ano. Não é todo mundo que é ruim suficiente para ser derrotado nas ruas e humilhado nas urnas em um único ano com o discurso de que defende o povo. 

As discussões em família são abominadas pelos fascistas que pregam mais amor por um motivo bastante simples: eles não suportam a pluralidade, a divergência e a opinião que não é engendrada pelos dirigentes da seita. Para eles, a ideia de uma unidade onde os laços são consanguíneos e afetuosos como a família é algo impensável. Eles não estão ali por uma causa, por uma crença no futuro, por uma luta. Estão unidos apenas por uma mentalidade de proteção mútua, de congraçamento e familiaridade. Só piora saber que a festa em questão é fruto da tradição cristã. Quem defende o multiculturalismo se machuca com essas coisas, já que a tradição cristã ocidental não faz parte da seara multicultural imaginada pelas esquerdas.

O ódio dessa gente é tamanho que levou até a “cantora” Clarice Falcão a produzir aquela aberração que ela chamou de arte (relembro meu amigo de Recife, para quem assistir aquele vídeo tinha o mesmo resultado que parar para ver acidente de carro). Para Clarice, aquilo era mais um motivo para brigar com o tio reaça na ceia do Natal. Percebem a diferença? As pessoas normais se reúnem uma vez por ano por afeto, consideração e tradição. Tomem por exemplo o supracitado tio reaça. Ele talvez nem se identifique como reacionário de fato, isso provavelmente é só um rótulo atribuído pela sobrinha progressista ao tio que não pensa como a blogueira do coletivo feminista X, figura sustentada pelos pais que ataca o capitalismo e o machismo. Ele só quer saber de comer bem, de beber o quanto puder, e se possível fazer aquelas piadas clássicas sobre o pavê e a torta. Ele e outros primos, primas, avôs e agregados provavelmente irão discutir o titulo do Palmeiras em algum momento, o rebaixamento do Inter, a tragédia da Chapecoense, se Cristiano Ronaldo é melhor que Messi ou se o primeiro mundial do Corinthians é válido ou não (quem disser que não é legítimo é golpista). Ninguém vai discutir Jout Jout, clipe da Clarisse ou o cara do ITA que foi na formatura com vestido e maquiagem.

Há sempre o entendimento que mesmo aquele primo esquisito da federal ou aquele tio sindicalista que anda de boina tem seu valor humano. É família, e isso acaba ficando de lado. Se entende que essas questões são menores diante do valor da instituição familiar. Partindo desse principio de unidade que se coloca acima de todas as divergências, a esquerda sempre teve na família seu principal alvo. Para eles, só a causa merece tamanha devoção e lealdade. Aliás, são assim as pessoas normais, os ditos “defensores do pensamento burguês”. Querem apenas tocarem suas vidas, serem felizes. Não são sicários de seita para pensarem o tempo todo na causa. 

Essas agressões da extrema-esquerda e esse mau humor com o Natal os tornam semelhantes ao Grinch. São estranhos, monstruosos e antissociais. E julgam o mundo pela própria régua. Não ocorre a eles que mesmo esses parentes apolíticos ou que se alinham a direita possuem outros valores, e que ao contrário dos próprios, aceitam as divergências (na esmagadora maioria das vezes). Quem está questionando a pluralidade são eles, os que dizem defender a divergência. Prova de que são mentirosos. Se não suportam algumas horas dividindo um espaço físico com quem não se submete aos seus tabus, imaginem esses loucos no comando de um Estado. Bom, vocês já imaginaram. Camboja, China, Coreia do Norte, Venezuela e Alemanha nazista já são exemplos do mundo governado pelos tiranos que se disfarçam de tolerantes. 

A questão que se coloca é que ainda não ocorreu aos progressistas que o problema não é a família. Considerando que eles pensam o mesmo dos colegas de faculdade, dos vizinhos, dos membros de suas igrejas e colegas de trabalho (isso vale para os poucos que trabalham), isso mostra que o problema não é a sociedade que não se alinha com a moral que eles tiram do esgoto. O problema é quem diz que o inferno são os outros.
                                                                                                                                          
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