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Os Justiceiros Sociais contra Game Of Thrones e a dinâmica do fascismo cultural



Olhem a bizarra declaração da diretora do elenco de Game of Thrones. A informação é do Game Hall.

Em recente entrevista para o South China Morning, Nina Gold, diretora de elenco de “Game of Thrones” falou sobre a falta de diversidade na série, que é composta em sua maioria por brancos – um ponto criticado por muita gente.
“É importante lembrar que a série é baseada em livros que são muito descritivos e específicos sobre a aparência de seus personagens“, comentou Gold. “Conforme a série progride para além dos livros, estamos muito conscientemente tentando trazer diversidade. Estamos cientes de que um elenco mais diverso é mais criativo. Queremos retratar a vida real, e a vida real tem pessoas de todos os tipos“.

O que seria "estar muito consciente para tentar trazer diversidade"? Não faz muito tempo que o próprio George R.R. Martim respondeu a essa questão. O Site Game Of Thrones.BR tratou do assunto, dando completa razão aos justiceiros sociais.

@samara21: Eu sou uma mulher Afro-Americana e uma fã devota de GOT desde o início, mas a falta de diversidade, tanto na série quanto livros tem me incomodado recentemente. […] Até agora na série, há apenas uma mulher negra com falas e estou amando que ela esteja recebendo um enredo romântico também, mas que não foi suficiente para mim. […] Eu vi o novo elenco e eu aplaudo a seleção de DeObia Oparei mas por que todos os negros da série devem ser servos, guardas, ou charlatães?
George então respondeu sua leitora:
Westeros acerca de 300 AC nem de longe é tão diversa quanto a América do século 21, é claro … mas com o que foi dito, eu tenho alguns personagens de cor que terão papéis um pouco maiores em Os Ventos do Inverno (The Winds Of Winter). Na verdade, esses são personagens secundários e terciários, embora não sem importância.
É claro que eu estou falando sobre os livros aqui, e você está falando sobre a série, que é uma coisa à parte. Eu acho que a HBO e [os criadores da série] David Benioff e Dan Weiss estão fazendo o que podem para promover a diversidade, bem como, nós vimos a seleção de Areo Hotah, que você menciona. Claro, Hotah é um guarda … mas ele também é um personagem com ponto de vista nos livros, um guerreiro corajoso e leal. [Leia mais em gameofthronesbr.com] 
Aliás, este texto do Game Of Thrones.BR também faz bonito em se tratando de imbecilidade, mentiras e falsos paralelos. Para o administrador do site (que é o autor deste monumento ao autoritarismo), se o autor da saga coloca dragões e bruxas na história, ele é obrigado a preenchê-la com gente de todas as raças. Qualquer pessoa sensata simplesmente não segue uma história da qual não gosta. Não é o caso do administrador deste site, que prefere bancar a criança mimada. Eu sugiro que o justiceiro vá assistir Vila Sésamo ou que resgate o antigo "Quebra Cabeça", da TV Cultura. Esses infantis são repletos de diversidade, e o multiculturalismo tem um fim em si mesmo. 

 Quem acompanha a série sabe, há diversidade. E ela se dá em contextos específicos e coerentes com a narrativa, que é baseada na Europa medieval. A sociedade "arco-íris" só vai acontecer anos mais tarde na história humana, fato que explica a razão por trás da maioria branca em GoT. O que não faz sentido é uma diretora de elenco fazer este tipo de declaração. Será que vão estragar a série colocando personagens multicolores a despeito da história, do contexto e até do talento artístico? Se já se renderam ao que há de mais imbecil e falso em termos de retórica, não se deve esperar boa coisa daí.

Observem o autoritarismo. Um escritor não pode conceber um universo baseado na Europa (a de verdade, com seus povos tradicionais). Ele DEVE se preocupar em seguir a bula ditada por tiranos em potencial. Como negro que sou, devo dar aqui um depoimento. Sabem o que acrescenta para a negritude ter mais ou menos personagens em uma saga sobre um mundo fantástico ambientado em algo próximo da Inglaterra medieval? Nada. Absolutamente nada. Esse é o tipo de coisa sobre a qual alguns brancos tergiversam para não serem rotulados como racistas. O que muda na vida do negro (como na vida de qualquer outro cidadão) é a prevalência dos Direitos Humanos, aquelas mesmas garantias que são fundamentais para qualquer outro indivíduo. É que quem olha toda essa polêmica com relação a uma série pode até acreditar que há uma correlação entre mais personagens negros e afrodescentes se graduando em universidades ou rompendo a linha da pobreza, quando não significa absolutamente nada em termos práticos. 

O que se destaca é que não é de hoje que há essa objeção a série, fomentada sobretudo pelos justiceiros sociais. Esses leprosos morais atacam a série há muito tempo. Preocupação legítima com racismo e representatividade? Nenhuma. O que eles querem é apenas coagir uma expressão artística e subordiná-la a uma agenda que é meramente política. 

Toda vez que o fascismo cultural ataca, ele usa de subterfúgios rasteiros para coagir quem sequer está inserido na arena do debate político. Como foi o caso do comentarista esportivo Alê Oliveira, que foi atacado por feministas após um de seus decretos (e que infelizmente, foi o último). Por que estes justiceiros se preocupam tanto em obter a submissão de quem não milita politicamente? Porque eles nos querem de joelhos. O fascismo cultural (que a maioria chama de politicamente correto), funciona de acordo com a mesma lógica do Islã. Para eles, quem não segue seu livro de regras não tem sequer o direito de existir. Desde Game of Thrones e o decreto do Alê, até os heróis da Marvel e DC e o Papai Noel. Eles querem cada homem e mulher prestando vassalagem, o que nós democratas não podemos permitir.
                                                                                                                                          
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