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James Hetfield expôs a verdade sobre os fascistas que pedem mais amor




No portal "Tenho mais amigos que Discos", leio algo surpreendente: James Hetfield resolveu se mudar da Califórnia por conta de “elitismo político”. Reproduzo o texto abaixo. Comento na sequência. 


James Hetfield, o frontman do Metallica, se mudou recentemente da famosa Bay Area, na Califórnia, para as montanhas do Colorado devido à fatores um tanto polêmicos. O artista revelou isso em uma entrevista para o Joe Rogan Experience.
De acordo com o guitarrista, o elitismo político foi o grande fator da decisão, aliado à falta de “aceitação” presenciado por ele.
"Eu meio que me enjoei da Bay Area, das atitudes das pessoas de lá. Eles falam sobre o quão diversos eles são e coisas do tipo, e é tudo de boa se você é “diverso” como eles. Mas aparecer com um cervo na sua caçamba não pega muito bem no Marin County. A minha forma de comer organicamente não combina com a deles."
Como caçar é uma das atividades preferidas do músico, Hetfield afirmou se sentir indesejado pela comunidade da área.
"Tinha um… não sei… Eu senti que tinha uma atitude elitista ali – que se você não fosse da mesma opinião deles politicamente, ou ecologicamente, tudo isso, eles não te olhariam direito. Eu acho que no Colorado todos são bem naturais. Eles não estão fazendo joguinhos, eles não ficam com uma certa postura. Eles são tipo, “Ah, você gosta disso? Legal. Como funciona? Como você se sai fazendo isso?” e eles ficam menos obcecados em querer parar o que você quer fazer e aproveitam mais o que eles fazem."
O artista também comentou sobre as leis armamentistas dos Estados Unidos e sobre a ideia de proibir armas.
"Algumas leis armamentistas realmente não fazem sentido. Como um membro da NRA, eu não acho que a gente precise ficar com medo de abrir mão de algumas coisas. Eu não quero que fique fácil pra qualquer pessoa conseguir um rifle, mas eu também quero poder proteger a minha família."
Assista à entrevista na íntegra logo abaixo.


Bom, o que há de interessante nestas declarações? É que de maneira provavelmente intuitiva, James identificou um dos traços da esquerda que mais passam desapercebidos pelos que a combatem: a esquerda é elitista, burguesa e fascista. Notem que James era visto como um "estranho no ninho" no meio de pessoas que se apresentam ao mundo como guerreiros da diversidade, mas que não aceitam conviver com quem não se submete aos seus tabus ideológicos. Ah, muitos dos ilustres habitantes da Califórnia ameaçaram deixar o país caso Donald Trump vencesse as eleições. Hillary foi derrotada e eles sequer pensam nisso. A prova maior da canalhice é que nenhum deles falou em ir para o México: o exílio dos radicais seria o Canadá. 
James fez algo que não é muito usual para quem vive acossado por gente autoritária, que é romper a espiral do silêncio. O que é natural é se render a maioria truculenta para não ser punido, constrangido, agredido ou simplesmente ser relegado ao ostracismo. Fez algo próximo ao ato de coragem de Gioconda Brasil quando denunciou o jornalismo brasileiro, afirmando que "não havia cobertura das eleições americanas, mas sim torcida por Hillary Clinton". Para quem respeitava James por sua trajetória política, agora há que se respeitar sua postura de homem, de defensor das liberdades. Respeitem o cara: ele deu as costas para  o establishment progressista da Califórnia para viver no Colorado com sua família, de acordo com suas próprias regras. Mostrou que acima das convenções ditadas por gente autoritária, está seu apreço por valores mais tradicionais - aqueles que os falsos pluralistas detestam.
Esse traço da personalidade identificado por James foi responsável por certos erros táticos praticados por estes extremistas neste ano de 2016. Tomando por exemplo Fernando Haddad, Marcelo Freixo, os partidários do vergonhoso projeto de anistia para as Farc, impeachment e os torcedores de Hillary Clinton, o que se viu foi pouca tentativa real de convencimento: os extremistas preferiram desqualificar a opção contrária como fruto de "ignorância". Eles, os "iluminados, educados e intelectuais preferiam as melhores saídas. Quem defendia o contraditório, segundo a narrativa que tentaram emplacar, eram os feios, pobres e sujos. 
Cabe ressaltar que este discurso teve consequências uma ojeriza ainda maior aos pontos defendidos por esta escória. Quem tem amor próprio não aceita este tipo de blefe. Para os radicais, estava correto: seria o tudo ou nada. Felizmente, perderam. Voltando ao James, a síntese está na frase: "Eles te aceitam se você é tão "diverso" quanto eles", o que denuncia o espírito autoritário e o culto ao pensamento único. É essa visão deformada e essa truculência que marca todos os movimentos da esquerda, desde os anônimos Justiceiros Sociais até partidos, organizações e sindicatos. Sabendo que eles não suportam a divergência, fica evidente que um mundo melhor passa necessariamente pela derrota dos fascistas que pedem mais amor e da agenda que eles representam.
                                                                                                                                          
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