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A Guerra dos Tronos em Brasília pode jogar o país no abismo




A situação política em Brasília pode ser resumida da seguinte forma: para garantirem suas agendas pessoais e nutrirem seus egos, os membros de nossa elite política resolveram jogar o país em uma crise institucional sem precedentes. Ao institucionalizar o caos, jogaram o país na beira do abismo.

De um lado, temos os togados com interesses escusos. Ministério Público Federal e Judiciário pretendendo manter a sangria que alimenta seus bolsos e suas mordomias pornográficas. Do outro lado, uma classe política quase que completamente necrosada, incapaz de descer de nossas costas. É até possível dizer que a briga é justamente essa: nenhum deles quer descer dos nossos lombos. 

Renan briga com o Judiciário por temer a Operação Lava Jato e a tal “Delação do Fim do Mundo”. Do outro lado, aqueles togados arrogantes que não querem abrir mãos de supersalários e de privilégios vergonhosos em qualquer país democrático. O que resta para nós é a incerteza, a instabilidade e a continuidade de uma crise que já deixou mais de doze milhões de desempregados. Para completar, temos a PEC do Teto. Ou alguém imagina que foi só coincidência Marco Aurélio ter decidido por isso só agora? Vale lembrar o papelão vergonhoso desse senhor para salvar o pescoço de Dilma. Para agradecer Dilma, que nomeou sua jovem filha Letícia para o cargo de desembargadora do TRF da 2º Região, Marco Aurélio se meteu a dizer que o impeachment não tinha fundamento. Mas depois quis obrigar Eduardo Cunha a abrir um processo de impeachment contra o vice-presidente pelo mesmo motivo que segundo ele não sustentava o afastamento de Dilma. Foi por isso que ele foi atropelado pelo jornalista José Neumanne Pinto no Roda Viva. 

O que os cidadãos podem fazer neste momento é cobrar dessas autoridades que cumpram a lei. Embora não seja perfeita, a Constituição de 1988 garante a independência dos Três Poderes. Que o STF deixe de legislar, e que o Congresso passe a vestir suas calças. Aliás, é bom lembrar que isso só começou porque nossos parlamentares passaram a se dedicar mais a conciliábulos e golpes do que ao exercício institucional. Foram eles que permitiram que Renan continuasse no poder após ter se tornado réu. Permitiram até que a Rede golpista de Marina Silva conspirasse para colocar o aliado Jorge Viana na presidência do Senado. 

Isso deu brecha para que gente como Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Teori Zavascki, Rosa Weber e Edison Fachin se vissem no direito de se meter na política. Se isso é bom? Isso é péssimo. Os histéricos que gritam pelo enfraquecimento do Congresso estão pregando o fascismo do judiciário. Vale lembrar que o STF que quer nacos da carne do legislativo é o mesmo que recentemente usurpou poderes da Câmara para legalizar o aborto por meio de um golpe branco. 

Não temos que lembrar das estripulias de nossos ministros, muito menos de nossos membros do Ministério Público. Recentemente, um deles até proibiu a Polícia Militar paulista de usar balas de borrachas contra manifestantes violentos. Esse mesmo judiciário fez o possível para manter Dilma no poder e inviabilizar o impeachment, enquanto outros lutam para manter Fernando Pimentel no governo de Minas respirando por aparelhos. 

Cabe a nós, cidadãos brasileiros, que tenhamos a clareza do nosso dever nessa equação. Radicalizar o exercício da cidadania, consolidar a democracia. Do contrário, seremos emparedados por uma classe política corrupta e por um judiciário podre. Essa Guerra dos Tronos não trará prejuízo apenas aos envolvidos: ela certamente nos levará à ruína. 

                                                                                                                                          
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