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Tem gente do outro lado do continente tentando emplacar a mesma narrativa golpista que o PT esgotou aqui




O presidente Barack Obama disse que o Diretor do FBI James Comey não pode interferir nas eleições. Ele virou alvo dos democratas, que o acusam de agir de maneira antidemocrática por querer investigar e-mails até então desconhecidos da ex-Secretária de Estado que hoje concorre à presidência da República. Já Harry Reid afirmou que ele age de maneira ilegal ao praticar a Justiça de forma “seletiva”. É a mesma reclamação de John Podesta, um dos coordenadores da campanha de Hillary Clinton flagrado recentemente em e-mails pouco democráticos divulgados pelo Wikileaks. Podesta acredita que isso é coisa das elites que querem barrar o progresso deixado por Obama. E reparem: Barack Obama já foi considerado o pior presidente da história dos Estados Unidos, superando até o patético Jimmy Carter. Já o New York Times considera normal que Hillary adote um discurso privado e outro público, que isso é necessário para fazer política.

Observamos o que acontece no outro extremo do continente com aquela sensação de déjà-vu. Nós aqui em Pindorama podemos ser menos desenvolvidos, mas em meio à maior crise política de nossa história podemos afirmar para os norte-americanos que apesar de terem feito a independência e a abolição da escravatura antes, de terem consolidado antes os direitos humanos e terem edificado instituições públicas mais sólidas, talvez eles não tenham tanta experiência com esse tipo de situação. Nós já tivemos um partido envolvido em obscuras confabulações, já descobrimos que políticos que dizem lutar por igualdade e justiça social se preocupando mais com interesses obscuros.

Antes mesmo dos americanos sonharem, nós já lidávamos com governantes que acusavam a justiça de ser seletiva quando flagrados praticando seus crimes. Já ouvimos gente falando em interferência política, em ação de elites contra um partido que só queria o melhor para o povo, além de termos ouvido vários de seus lacaios afirmando sem o menor pudor que a corrupção é tolerável. O que vemos naquele país é uma tentativa de emplacar a mesma narrativa golpista que o PT usou aqui.

Nós aqui tivemos certo trabalho para extrair essa gente da vida pública, inclusive uma mulher que comungava de ideias sombrias agindo a mando de um homem asqueroso.  Tanto aqui como lá, as alternativas eram pavorosas. Mas resistimos e vencemos os amigos de ditadores. Só tivemos um pouco de mais sorte porque a criminosa aqui era bem menos articulada. Tomara que a democracia e justiça vençam por aí, para que este país continue servindo de exemplo para o mundo.

                                                                                                                                          
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