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Quem idolatra Fidel não deveria reclamar de violência policial ou truculência do Estado



Os milicianos da UNE, CUT, UBES, MTST, MST e outros grupelhos extremistas estão denunciando a suposta truculência das forças militares que atuaram na contenção daquelas demonstrações de selvageria praticadas por eles na Esplanada dos Ministérios no dia de ontem. Tudo mentira, que fique claro. A Polícia Militar do Distrito Federal foi até condescendente demais com aqueles trogloditas. Afinal de contas, o governo do frouxo Rodrigo Rollemberg gosta de acariciar criminosos. 

Mas o ponto aqui é outro. 

Os grupos que protestaram contra “a PEC do Fim do Mundo, o desmantelamento do Ensino Médio, a corrupção e contra o governo do presidente ilegítimo Michel Temer” (aquele que foi eleito por eles junto com a presidente Dilma Rousseff), alegam que foram vítimas de violência policial, que como lembram os próprios, caracteriza os regimes de exceção. 

É mesmo?

Se isto fosse verdade, seria de bom tamanho. Afinal de contas, não eram eles que estavam lamentando a morte do ditador Fidel Castro, aquele carniceiro que transformou Cuba em uma fazenda de gado humano? Não são eles que acham que celebram as prisões de dissidentes políticos em Cuba e outros paraísos socialistas como algo necessário para a luta, que entendem que a prática do genocídio, da tortura e da sistemática violação de qualquer espécie de Direitos Humanos é válida quando o ditador concorda com eles? Então seria razoável que eles conseguissem amostras grátis de totalitarismo. 

É claro, para isso não bastaria levar borrachadas em protestos. Para isso seria necessário ser preso por crime de pensamento, como aconteceu recentemente com o artista Danilo Maldonado, que foi preso pelo regime castrista apenas por ter celebrado a morte de Fidel? Ou ainda com as Damas de Branco, aquelas velhinhas golpistas e perigosas que atuam na defesa do imperialismo americano caminhando silenciosamente com roupas brancas em protesto por maridos, filhos e parentes presos pela ditadura?

Há também o paredão, as UMAPS (Unidades Militares de Ayuda a la Producción), campos de concentração e trabalhos forçados onde os presos eram obrigados a trabalhar na enxada por mais de 16 horas por dia para abastecer o Exército. As condições ali era muito piores do que aquelas denunciadas sistematicamente por Leonardo Sakamoto em sua ONG. Aliás, é uma coincidência nosso amigo fingir que luta contra o trabalho escravo enquanto apresenta um programa chamado “Havana Connection”, que debocha das vítimas dos Castro. Também é irônico que um dos participantes da infame produção seja Jean Wyllys. Fidel e Che Guevara mandavam homossexuais se curarem por meio do trabalho escravo, enquanto Jean Wyllys acha que esse detalhe histórico não passa de uma bobagem. 

Pensando bem, seria muito trabalhoso dar amostrar grátis de socialismo para esses ideólogos da barbárie. O mais próximo que temos disso é o presídio de Pedrinhas, aquela unidade prisional superlotada onde os chefes do crime degolam e torturam outros presos. Ali há escuridão, fome, desespero, doença, miséria e prevalência do crime. Exatamente como em Cuba ou qualquer outro regime socialista. Pensando bem, é completamente inviável fornecer aos sociopatas qualquer amostra grátis de socialismo. Talvez o cheiro de sangue até os deixasse mais fortes.  Nós, por outro lado, abominamos a selvageria. O que podemos fazer é denunciar os fundamentalistas e lutar com as armas da democracia, algo que para eles tem o mesmo efeito de kriptonita.

                                                                                                                                          
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