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Os capitães do mato estão na esquerda




Leio um texto no BuzzFeed (na versão americana), onde um tal Jorge Ramos ataca os 29% de latinos que votaram em Donald Trump. Ele diz que precisa ter uma conversa séria. Me dói o fígado. Lembrei das inúmeras vezes que se referiram a mim como “o negro inimigo do Lula”, ou “o negro de direita”. Mesmo sendo um homem que goza dos meus direitos civis e políticos que os outros. Já houve um caso de uma lacaia de Luciana Genro falar que meu comportamento era surreal, incompatível com quem dizia não usar drogas (óbvio que ela recebeu uma réplica pesada. Até me bloqueou depois). O mesmo vi acontecendo com outros cidadãos e amigos, como o Fernando Holiday. Mulheres, pobres, homossexuais, umbandistas e até ateus também são patrulhados. Lembro de um vergonhoso vídeo do Antagonista em que Caio Blinder afirma que “Ted Cruz é um latino falsificado”, que junto com Marco Rubio e Ben Carson servem apenas de “vitrine” para o Partido Republicano mostrar uma falsa diversidade. Ele não comentou de Carly Fiorina, do gay Peter Thiel e tantos outros. A mídia de lá também trata as minorias divergentes desta forma. Procurem o que é dito sobre Ben Carson, Herman Cain, 50 Cent (ele é republicano) e até Denzel Washington. São todos ridicularizados pelas opiniões próprias. Noto que há um padrão aqui. Não sei se existe algum termo pejorativo por lá, mas sei que aqui existe o infame rótulo de capitão do mato. 

Qualquer um que se encaixe em alguma categoria social ou étnica fora do padrão homem/branco/hétero/classe média alta parece ser menos cidadão que seus colegas. É um sujeito que nasce com um pacto social diferente dos demais seres humanos. Enquanto os que se encaixam nesse padrão apresentado desfrutam do direito de fazer escolhas, os demais são obrigados a aceitarem imposições ideológicas. Do contrário, serão punidos.  

É preciso lembrar que existem basicamente dois tipos de agentes que atacam as minorias que discordam dessas ideias: existem aqueles privilegiados como Tico Santa Cruz, que acham que só quem foi criado em condomínio pode escolher um dos lados do espectro ideológico. E tem aquele negro ou membro de minoria que valida as teses elitistas de Tico, como é o caso do colunista da Carta Capital Douglas Belchior e do coletivo Geledés. O mesmo vale para representantes de outras minorias que patrulham os seus semelhantes. Como o americano Jorge Ramos, por exemplo. Ele acha que deve fustigar outros hispânicos por eles não terem votado na candidata da esquerda americana. Sim, Trump disse muitas coisas sobre os latinos, chegando a ser grosseiro em diversos momentos. Mas Hillary tem seus podres, como mostram os e-mails do Wikileaks. Seus assessores diziam que negros e latinos votavam em quem eles mandassem votar. Entre outras coisas de mais baixo calão. Neste caso, a patrulha de lá também se calou.

Isso desmonta esse discurso fraudulento. Eles usam as minorias apenas como fantoches, o que importa é a agenda da esquerda. Observe: Quando Tico Santa Cruz afirmou que Holiday não poderia escolher ser de direita, o movimento negro deveria repudiar a fala. Concordando ou não com as posições, é um direito. Não foi para isso que Luís Gama, José do Patrocínio e os irmãos Rebouças lutaram? Não. O que houve foi Marcos Sacramento concordando com o playboy de esquerda, validando a injúria racial. Precisa falar quem são os verdadeiros capitães do mato? Lembrando que haviam capitães do mato brancos e mamelucos. Em termos gerais, qualquer um que faça o patrulhamento ideológico baseado em raça. E sim, podemos estender isso para quem patrulha a liberdade política com base em gênero, religião, orientação sexual e o diabo. 

Quando Lula falou que não iria descer do prédio para não ter que abraçar os peões que foram prestar solidariedade após a condução coercitiva, ninguém comentou o quanto a fala era asquerosa. Pelo contrário, insistem que aquele monstro é um pai para os pobres. Quando ele falou em “mulheres do grelo duro” e que “cinco homens invadindo um quarto de sua assessora Clara Levi Ant eram “presentes de Deus para ela, não foi chamado de machista. Era só uma expressão popular no Nordeste que por acaso só Lula conhecia. Igual a extrema-esquerda, querendo disciplinar minorias. Não importa a quantidade de racismo, homofobia, machismo, elitismo e violência. Essa postura não é em nada diferente daquela subserviência do velho Stephen, o negro de confiança do escravocrata Calvin Candie. Ele gostava de ver os outros negros na rédea curta, sempre obedecendo ao senhor com uma lealdade canina. Igual os que militam na extrema-esquerda. Eles sempre terão seus lacaios do lado de cá, sempre prontos para manter as minorias na senzala ideológica da esquerda. 

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