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Hitler seria absolvido pela retórica que canonizou Fidel, a exemplo de outros ditadores



A sociedade brasileira está pasma, boquiaberta com os grandes jornais e com os partidos que querem sacralizar o legado podre de Fidel Castro. Não deveriam se espantar tanto. Uma das grandes tradições da extrema-esquerda é justamente achar virtudes em açougueiros. 

Aqui no Brasil temos um exemplo vivo, o fascista Getúlio Vargas. Matou e perseguiu opositores, governou o país como se estivesse controlando sua fazenda nos pampas. Morreu de maneira covarde. Mesmo sendo um dos que mais assassinou dissidentes políticos, é ovacionado até hoje. Inclusive pela extrema-esquerda. O que mostra que eles não têm qualquer respeito pelos seus. O que importa é a narrativa. Como Lula e Dilma precisavam se apresentar dentro de um contexto de continuidade de uma suposta luta histórica dos trabalhadores, só restou mesmo a figura de Getúlio (aquele admirador de Adolf Hitler e Benito Mussolini). Jango não conta muito, pois foi outro covarde. Considerando que o fascismo está para o comunismo assim como a Coca está para a Pepsi, a maneira que encontraram de consolidar as lacunas da narrativa foi a canonização de Vargas. 

Na Argentina, o ídolo é Juan Domingo Perón. Em resumo, um Vargas tupiniquim. Talvez fosse mais bravateiro, já que posava na mídia de uma maneira que o nosso caudilho consideraria indiscreta. Os que hoje chamam o presidente democraticamente eleito Mauricio Macri de fascista são em sua maioria os kirchneristas e peronistas de raiz. E olha que quem acolheu nazistas no país foi Perón. Sim, nazistas. Um liberal como Macri teria de ser acometido de esquizofrenia para dar tamanha guinada ao fascismo. 

Com Fidel, a retórica é de que “cometeu erros e acertos”, de que “fez o que foi necessário”, de que o que há de errado naquele país em ruínas é culpa dos Estados Unidos. Ora, vamos simular um cenário em que Hitler não houvesse invadido a Polônia, um cenário sem a Segunda Guerra Mundial. Imaginem Hitler idoso (canalhas também envelhecem). Imagine um velhinho de bochechas rosadas e voz rouca, do alto dos seus 90 anos. Amado por alguns (mesmo derrotado, ele ainda desperta paixões). O velhinho pede “perdão” por ter perseguido, espoliado, encarcerado e exterminado seis milhões de judeus, ciganos, deficientes físicos e mentais. Imaginem ele argumentando que fez o necessário. Se algo deu “errado”, a culpa era dos judeus. 

Morto, Hitler seria descrito por GloboNews, Fernando Henrique Cardozo, Aécio Neves, Cristovam Buarque, Chico e Catraca Livre como “um homem que despertou muitos sentimentos antagônicos”, mas que mesmo seus maiores críticos não conseguiram ficar indiferentes ao seu legado. Diriam que “apesar dos equívocos, ele tinha um sonho”. “Um grande homem que teve suas contradições”. Exatamente tudo o que não foi dito quando a democrata Margaret Thatcher faleceu. Ela era a bruxa, a megera. Roberto Requião chegou até a fazer um discurso alucinado contra ela. Talvez estivesse sob o efeito de sementes alucinógenas de mamona. Aliás, esses mesmos farsantes tentaram usar a homenagem de Bolsonaro ao coronel Brilhante Ustra como espantalho. Se tudo isso for verdade, então Ustra é apenas um homem que cometeu "alguns equívocos". O que deveria importar (pela regra deles, não a minha), é que Ustra sonhou com um amanhã melhor para todos. Ou não foi?

São estes os guerreiros da democracia que assombram o imaginário latino-americano. Agora Fidel se junta a eles, no panteão dos fratricidas. Os argumentos que serviram para a beatificação poderiam muito bem ter absolvido o próprio Hitler, caso a história fosse diferente. Ele também tinha “um sonho de sociedade”, também ajudou a tirar milhares de alemães da miséria, também combateu o capitalismo... Sim, desta parte a esquerda lembra. E aprova com entusiasmo. Não há quem não tenha frequentado uma universidade que não ouviu um professor marxista elogiando Hitler por sua postura intervencionista. O que eles não explicam, é que está aí a forma de minar a liberdade de uma sociedade: censura dos veículos de comunicação, interferência do estado no setor privado, culto à personalidade e aparelhamento do estado pelo partido do governo. Adicione a perseguição aos dissidentes, demonização de setores da sociedade (que serão os inimigos do povo) e embale com uma retórica favorável aos pobres, aos despossuídos, aos descamisados. É a receita do totalitarismo. Se o rótulo será comunista, fascista ou nazista, aí a escolha é do freguês. 

Fica claro a intenção de quem usa argumentos tão medíocres para anistiar Fidel. A imprensa, a classe política, movimentos sociais, artistas, todos os que usam esses argumentos são canalhas. São sociopatas que entendem que a ocasião faz o ladrão, que eles próprios teriam praticado os mesmos atos de violações aos direitos humanos caso tivessem oportunidade, caso entendessem que era o único caminho para seus sonhos. Isso é um deboche. Pessoas morreram nas mãos desses fanáticos, outros tantos são prisioneiros. Outros tiveram que lutar contra gente inspirada por essa mesma ideologia, enquanto outros miseráveis tentam fugir daquela ilha todos os dias. O que esses cúmplices da barbárie chamam de sonho não passa de aspiração genocida. Não há saída neste caso. Quem abraçou Fidel, deve ter sua moral sepultada com o tirano.



                                                                                                                                          
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