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Depois de ter chorado até por Cunha, a extrema-esquerda lamenta a prisão de Cabral e Garotinho



Na semana que passou como um vendaval, o Rio de Janeiro teve dois governadores presos. Primeiro foi Anthony Garotinho, por compra de votos. Depois Sérgio Cabral, prisão já aguardada por conta de seu papel no esquema do Petrolão. Mesmo se tratando de dois nomes que já desfrutaram de certo apoio, seus militantes não saíram pelas ruas defenestrando a Justiça. Pelo contrário, a única solidariedade que os dois corruptos encontraram veio da extrema-esquerda. 

É mesmo um fenômeno interessante ver Jandira Feghali, Fábio Assunção, Tico Santa Cruz, Wadih Damous e Paulo Henrique Amorim (entre outros), indignados. Sobretudo com Garotinho, aquele populista evangélico que fez carreira, vejam só, no PT e PSB. Quando Eduardo Cunha foi preso, quem mais se indignou foi a extrema-esquerda – a mesma que pedia a cadeia para o ex-presidente da Câmara que acolheu o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Só não chamaram Cunha, Garotinho e Cabral e guerreiros do povo brasileiro pois essa é uma honraria reservada aos heróis do panteão petista. 

Essa solidariedade pode ser explicada por vários motivos. Em primeiro lugar, porque o Partido dos Trabalhadores se trata de uma quadrilha. Como tal, não comemora quando aliados ou mesmo adversários são atingidos pela Justiça. Não se vê o Comando Vermelho comemorando quando alguém dos Amigos dos Amigos leva a pior. Há uma ética alternativa no crime. Segundo, é preciso lembrar que a extrema-esquerda está quem nem aquele moleque assustado na fila da vacina. Ele sabe que não pode rir do colega que está na frente, já que sua vez é questão de tempo. Em breve a Lava Jato chega em Lula, forçando os contadores de história a elaborarem novas narrativas sobre o Pai da Facção. 

E é claro, de uma maneira geral, a extrema-esquerda não gosta de criminosos presos, menos ainda quando são políticos. A moral deformada dessa gente entende que criminosos são agentes do caos, responsáveis por desestabilizar a ordem burguesa. E no caso de políticos, prendê-los em plena vigência do regime democrático é uma heresia. A extrema-esquerda acredita piamente que só regimes totalitários têm o direito de prender políticos, e ainda assim, a prisão não é banalizada. Prender político só é algo moral se for por crime de pensamento ou ativismo democrático, como é feito em Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e Angola. Se a prisão se der de acordo com uma Constituição minimamente democrática, eles se revoltam. 


                                                                                                                                          
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