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Conheça Gina Miller, a mulher que quer dar um golpe no Brexit. O que ela representa?


A Milionária Gina Miller



Ontem o mundo foi pego de surpresa com uma tentativa de golpe no Brexit. Três juízes da Suprema Corte decidiram que o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia deve antes passar pelo crivo do Parlamento, composto em maioria por defensores do lado derrotado. Os “Remainders” são maioria no Partido Trabalhista, mas também estão presentes com força no Partido Conservador e no Liberal-Democrata. A própria primeira-ministra Theresa May era favorável ao “Remain”, mudando de posição após a decisão do referendo. Neste particular não haveria grandes problemas, já que a própria Theresa já asseverou que pretende conduzir o reino para longe das garras de Bruxelas, cumprindo o desejo da maioria que compareceu às urnas. “Brexit means Brexit”, afirmou Theresa.

O problema é que o Reino Unido lida com pessoas que não tem qualquer apreço pela democracia. Ou melhor, pessoas que se nutrem do capitalismo de estado, da falta de soberania popular e do corporativismo. É isso que torna a luta pelo Brexit tão vital para o povo britânico: ali se decide se o país volta a ser o Reino Unido de Thatcher e Churchill, a nação orgulhosa que já comandou um império, ou se viverão para sempre de cabeça baixa seguindo a cartilha de Bruxelas. O povo decidiu que não. Já pessoas menos escrupulosas decidiram que não, como é o caso de Gina Miller.

Gina Miller é uma milionária de 51 anos nascida na Guina. É filha de um ex-procurador geral da Guiana, e foi enviada pelos pais para estudar em Londres. Antes de se aventurar no mundo dos negócios, foi modelo. Casada pela terceira vez (tanto os ex quanto o atual marido são especuladores financeiros), a mulher atua também como lobista. Mãe de três filhos, sua forma de conduzir os negócios lhe rendeu o carinhoso apelido de “viúva negra”. Em uma matéria publicada ontem na BBC, ela contou sobre uma ocasião em que participava de uma festa da indústria quando percebeu que três homens a encaravam. Ela perguntou qual era o problema e um deles respondeu que ela era uma desgraça, e que seu lobby arruinaria toda a City (o coração financeiro de Londres). Como se vê, ela precisa desse ambiente para garantir sua fortuna. Seus ex-maridos e o atual, idem.

Detalhe importante sobre essa heroína do capitalismo selvagem: ela é militante do Partido Trabalhista, e se envolve em várias causas relacionadas as chamadas “pautas progressistas”. E é óbvio, votou contra o Brexit. Gina é a contradição de todos os argumentos da esquerda. É mulher, negra e imigrante. É milionária, inescrupulosa e socialista. Se bem que os dois últimos predicados acabam se completando.

A justificativa para a tentativa de golpe foi cínica. A ação era em favor da cabelereira portuguesa Deir dos Santos, que atende a milionária. Gina afirmou que um dos motivos de entrar com a ação é de que Deir e sua filha “sofreriam muito com uma eventual expulsão do país”, já que a jovem é deficiente intelectual e depende dos cuidados da mãe. Elas dependeriam do estado de seguridade social britânico. Reside aí uma grande falácia, já que Portugal também possui benefícios semelhantes. Aliás, Deir poderia ir para qualquer país da União Europeia se fosse esse o caso.

Não era. Em sua primeira fala, Gina atacou o líder do UKIP Nigel Farage, afirmando que ele deveria ficar feliz em possuir um parlamento soberano. Não por menos, a mulher que era vista como víbora apenas entre seus pares no mercado financeiro passou a ser vista como estelionatária em todo o país. E se tornou heroína da esquerda britânica, que só difere da nossa asquerosa versão tupiniquim por falar inglês e ser um pouco mais dissimulada.


Gina representa a encarnação do globalismo, da tirania e da infâmia. Uma mulher que utiliza meios sórdidos para solapar a democracia. Uma agente corporativista que sobrevive do lobby e da burocracia, enquanto um povo inteiro é obrigado a seguir ordens vindas do estrangeiro. Gina é tão sórdida que em seu discurso usou até frames políticos, como foi o caso de sua falsa indignação diante da possibilidade do Parlamento não chancelar o referendo. “Não se trata de política, se trata de processos. Queremos apenas que as regras sejam seguidas: como sairemos, como faremos, para onde iremos”, afirmou a golpista. Mais uma mentira. Gina conhecia as cláusulas do acordo, e sabia muito bem como seria a saída. Ela também sabe que a tal cabelereira não iria ser escorraçada do país. Tanto que a própria Gina, que é imigrante, não se preocupou com isso. O problema é outro. Gina quis provocar uma nuvem de fumaça apenas para desmobilizar os britânicos que pedem o cumprimento do resultado das urnas. Enquanto um lado fica catatônico com a rasteira, ela espera que os derrotados avancem com mais ímpeto. É bom lembrar que eles ficaram ainda mais organizados depois da derrota. Para nós aqui do outro lado do Atlântico, não é nenhuma novidade ver extremistas de esquerda vociferando e causando tumulto após uma derrota. Parece até que ficam maiores após esses episódios. De um lado, mobilizam suas hostes. Do outro, desmobilizam a democracia.

Sir Therence Etherton, Lorde Sales e o Barão Thomas of Cwmgiedd: os três golpistas da Corte


Essa ação abre um período de incertezas.  A primeira-ministra Theresa May já avisou que vai recorrer da decisão, relembrando que o voto popular é soberano, e que cabe ao governo apenas acatar o referendo e executa-lo. Não se sabe se terá êxito, já que os três juízes que decidiram pelo golpe são cidadãos pró-Europa (um deles até já atuou na elaboração de leis para a União Europeia). O Daily Mail traçou um perfil dos juízes, chamados de “ativistas não-eleitos”. Os nomes: Barão John Thomas of Cwmgiedd, Sir Therence Etherton e Lorde Philip Sales. Lorde Thomas disse que “foi apenas uma questão legal, sem qualquer viés político”. Foi respondido por Suzanna Evans, do UKIP: “Como esses juízes ativistas ousam tentar derrubar nossa decisão? É uma tomada de poder que mina a democracia. Nós é que temos o direito de derruba-los”. A sangria seguirá. Mesmo que a decisão seja mantida e vá de fato ao parlamento majoritariamente favorável ao “Remain”, é possível que a pressão popular garanta a execução do Brexit. Tanto lá quanto cá, políticos temem se tornarem párias aos olhos do eleitorado. A questão que se coloca é de que aquela escória globalista pretende criar embaraços para o Brexit usando a via legal. Se os britânicos vencerão, aí só vai depender se eles irão se vergar ou não. Se quiserem dar prosseguimento a revolução do Brexit, a dica é se bater contra esses representantes da escória. Isso vale tanto para a viúva negra Gina Miller quanto para o trio de lordes golpistas. Os britânicos chegaram em um ponto crítico de sua história: ou decidem que serão uma democracia ou morte. Lembrando que o último governo autoritário naquela ilha foi durante o Protetorado de Oliver Cromwell. Só que no lugar dos puritanos, os globalistas.
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