Ads Top

Caso Guilherme: de quem é a culpa?


Por Gregório Porto 


Em Goiânia, um jovem foi assassinado pelo próprio pai após discussão sobre a ocupação da UFG, segundo a imprensa. Após matar o próprio filho, o pai se deitou junto ao corpo e cometeu suicídio. A culpa é do pai, da extrema-direita ou de todos nós? Guilherme (20) era um estudante de Matemática na UFG, bastante ativo nos movimentos estudantis que visam combater as medidas adotadas pelo novo governo.

Uma breve olhada por seu perfil no Facebook e logo percebe-se que o estudante apoiava protestos de Black Blocks, queimadas de pneus, entre outras posições que demonstram claramente um extremismo radical de esquerda. O pai era contra o envolvimento do filho nos movimentos estudantis, de acordo com a mãe em entrevista a um jornal.

Um dia depois do ocorrido, notam-se vários textões na internet e até mesmo um desenho em homenagem ao jovem, satirizando inclusive a rede globo e os políticos, colocando-os como culpados. Não é de hoje que a esquerda promove a coletivização da culpa numa tentativa desesperada de atenção. Casos como este são um prato cheio para a mídia e militantes urubus, que utilizam de acontecimentos trágicos para levantar bandeira política ou ganhar apoio em alguma causa com base na emoção.

Dizer que o jovem foi vítima de um discurso de ódio, ou da extrema-direita, até mesmo de uma sociedade fascista não passa de um discurso apelativo com a intenção de atacar pessoas que são contrárias, dando a entender que são coniventes com barbáries praticadas por pessoas que sequer se conheciam. Esse discurso torna-se ainda mais falho quando há o coletivismo seletivo, que só associa um indivíduo ao todo quando isso oferece suporte para o que está sendo defendido. Ao dizer que todo homem é estuprador em potencial ou que todo branco é elitista e burguês, você encontra milhares de pessoas que concordam e vociferam ódio gratuito. Mas experimente dizer que todo negro é ladrão ou toda feminista é extremista, que logo você ouve que generalizar é errado e desqualificar um movimento plural com base em um caso isolado é idiotice.

Entenda, não concordo com os exemplos citados acima, são só uma prova da seletividade da esquerda em promover ataques coletivos coordenados. Ao coletivizar a culpa, os indivíduos causadores do problema deixam de ser responsáveis pelos seus próprios atos, cometidos de forma racional por motivos irracionais, e passam a ser vítimas já que são controlados pela sociedade. Este tipo de pensamento não só contribui mais ainda para acontecimentos trágicos como abre precedentes absurdos para o relativismo moral. Culpar todas as pessoas é o mesmo que não culpar ninguém, e assim, os problemas ficarão cada vez mais difíceis de serem resolvidos.

Preferia não ter escrito este texto, mas creio que seja necessário combater esse proselitismo ideológico nojento. Lamento por mais uma pessoa ter falecido. Que a família consiga forças para suportar um momento tão pesado.


                                                                                                                                          
Colabore com o blog. Faça a sua assinatura ou doe para O Reacionário 

ass
btn_donateCC_LG (1)
Tecnologia do Blogger.