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As previsões burras da imprensa sobre as eleições americanas: não se trata de equivoco, mas sim de método



O mundo está assombrado com o erro das projeções. Todos se perguntam como Donald Trump conseguiu frustrar as pesquisas, e como jornais e institutos puderam errar tanto. Errar? Não, não parece ser esta a palavra. 

Logo após o segundo debate, comentei o seguinte aqui no blog:

Ontem Hillary Clinton levou uma surra de Donald Trump. E toda a imprensa americana repercutiu a derrota da democrata no debate, ressaltando que foi emparedada por suas contradições e crimes. Mas a CNN disse o contrário, e tentou se justificar sugerindo que Hillary venceu por ter sido “civilizada” diante da baixaria de Trump (a.k.a desmascarar uma sociopata).
Não foi surpreendente ver que nas primeiras horas do dia, os principais portais brasileiros falavam em “vitória de Hillary”. Absolutamente todos republicavam a versão fabricada pela CNN, enquanto outros tentaram disfarçar falando em “debate equilibrado”.
Os Estados Unidos provavelmente é o país com a maior quantidade de emissoras de tv, portais jornalísticos, emissoras de rádio e blogs independentes. A imprensa brasileira poderia ter consultado em outras fontes, confrontado a informação com o factoide da CNN. Isso considerando que todos foram ingênuos o suficiente para não acompanhar o debate, como fizeram este blogueiros e milhares de brasileiros pelos canais a cabo e internet.
A escolha pela CNN foi proposital, já que não estamos falando em falta de fontes. Mesmo em situações onde há um único veículo, como é o caso de Cuba, sempre há como chegar a outras fontes. Sendo assim, não há outra alternativa que não afirmar que todos (estejam eles à direita ou a esquerda) que noticiaram a fantasiosa vitória de Hilary são mentirosos e cúmplices do estelionato intelectual praticado pela CNN. Entre eles, Caio Blinder e Guga Chacra.
É por estas e outras que o jornalismo brasileiro está moribundo

Fica claro: não é erro, é método. Institutos, analistas e jornalistas trabalharam por Hillary. Tentaram criar uma armadilha psicológica contra Trump. Subestimaram a capacidade do público de rejeitar os ardis, de se mobilizar com ainda mais força diante da possibilidade de ter uma criminosa do calibre da senhora Clinton na Casa Branca. 

Notem o embuste: falaram muito que Trump era popular entre os brancos pobres ressentidos. Nada melhor para desqualificar o voto e rotular um segmento. Passaram a creditar o voto dos latinos, negros e mulheres para Hillary. Considerando que por lá o voto é facultativo, isso poderia dissuadir o eleitor republicano a perder tempo com uma eleição que já estava perdida. 

Por aqui é o que foi dito no dia: os jornalistas pescam da mídia americana aquilo que era interessante para a narrativa da esquerda soft. Houve uma ocasião em que uma jornalista soltou um palavrão ao vivo porque o candidato reagiu a um ataque. Já outros, como o Antagonista, se disseram “surpresos” porque Trump iria processar as mulheres que o acusaram de assédio. Queriam que ele aceitasse as acusações calado, para vestir de vez a carapuça de criminoso sexual. Ainda ontem, milhares foram ao Twitter reclamar da última matéria do Jornal Nacional sobre Trump. Quem viu relatou que Trump foi pintado como o Hitler reencarnado. Internamente, se cria a narrativa do já perdeu. No estrangeiro, fica a narrativa do candidato que trará o apocalipse. Funciona porque aumenta o sentimento de antiamericanismo. Quem viveu os anos de governo Bush se lembra do desprezo que boa parte dos brasileiros devotava ao americano. A jornalista Gioconda Brasil denunciou o viés. A denúncia foi alvo até de indiretas de Caio Blinder.



Fica a lição. O golpe pode ser ousado, mas não é sempre que funciona. Neste caso em específico, vocês falharam miseravelmente. Ficarão para sempre manchados por terem vendido miragens para induzir o leitor ao erro. Fora o baile. 

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