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A vitória de Trump é mais um episódio da insurreição da maioria silenciosa




Surpreendendo até os próprios conservadores resignados com a derrota, Donald Trump venceu as eleições. Sem ser o candidato mais qualificado e com várias contradições (tratamos disso ontem), Trump venceu a máquina globalista. Venceu mais pelo contexto do que por méritos próprios: ele era o candidato da maioria silenciosa. 

Trump derrotou a imprensa golpista americana e a imprensa cúmplice internacional (coloquem nossa débil versão tupiniquim nesse meio). Derrotou o lobby dos especuladores de Wall Street, as corporações e o conchavo do establishment internacional. Nunca antes na história do Ocidente, uma eleição presidencial americana sofreu tanta interferência do estrangeiro. Alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, o príncipe jordaniano Zeid Al-Hussein chegou a “alertar” que Trump representava um “perigo para o mundo”. O primeiro-ministro da França Manuel Valls quis angariar reputação nas costas de Trump, afirmando que “ele era um homem pequeno e mal”. Nesse quesito, Justin Trudeau foi mais prudente. Primeiro condenou Trump. Mas preferiu a cautela quando a mídia mainstream tentou obter dele uma declaração contra aquele vídeo antigo de Trump. O primeiro-ministro se declara feminista, mas preferiu não julgar publicamente. Vai que aquele sujeito se torna-se o presidente do país vizinho?

Mais do que tudo, a campanha de Trump derrotou um establishment sujo. Ele conseguiu não só arruinar a credibilidade de supostos jornalistas e analistas, como também provou que redes sociais e ativismo de artistas de extrema-esquerda podem ser driblados. Para se ter uma dimensão, o bilionário George Soros foi derrotado ontem. Foi a vitória do homem comum, aquele espécime tão odiado pela intelligentsia da extrema-esquerda. 

Essa vitória é consequência de um levante, a insurreição da maioria silenciosa. Os fiadores de Trump são aqueles chamados pelos democratas de “deplorables”, por não se engajarem nos delírios da ideologia socialista. São os pagadores de impostos, os burros de carga do progressismo. Isso explica também a vitória maiúscula. O mais provável deve ser que este cidadão quis dar um basta ao elitismo de uma autodeclarada aristocracia que pretende dirigir o mundo. Fazendo um paralelo com pleitos municipais brasileiros, podemos comparar com São Paulo e Rio de Janeiro. A burguesia de extrema-esquerda votou em Haddad e Freixo. Pobres e classe média foram de Doria e Crivella. Perfis diferentes, mas que reforçam a rejeição ao status quo. 

Atenção: começará o tempo das narrativas estelionatárias pós-derrota. Para reduzir danos, a extrema-esquerda irá vender as teses do “país rachado”, da “polarização”, da “vitória do ódio” e até da “crise de representatividade”, mesmo diante da clara demonstração do que o povo quer. Alguns falarão até em retrocesso, além de criminalizarem os pobres e pouco instruídos por não terem votado como eles queriam. Você que já está familiarizado, não irá cair no conto do vigário. 


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