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Trump trucidou Hillary. Ainda foi pouco





Os presidenciáveis Donald Trump e Hillary Clinton foram ao segundo debate americano com um cenário que parecia ser de tempestade perfeita para a democrata: a histeria da mídia em torno de uma irrelevante conversa de Donald Trump entre homens nos bastidores de um programa, somada a maior intensidade de ataques por parte de formadores de opinião ligados ao mundo do entretenimento e do meio jornalístico contra o candidato. Para completar, dois pesos pesados que nem de longe simpatizam com Trump moderando o debate. O jornalista Anderson Cooper (mais próximo dos Republicanos, mas se opõe a Trump) e a comentarista de política internacional Martha Rattaz. O marido da jornalista é Julius Genachowski, Presidente da Comissão Federal de Comunicações do governo Barack Obama. E nem isso salvou Hillary de tomar a maior surra de sua vida.

Ao que parece, a baixaria democrata revigorou Trump. Apático no debate da NBC, se deixou acovardar diante de Hillary e das investidas enviesadas do jornalista Lester Holt, democrata declarado. Desta vez foi diferente: o republicano levou quatro vítimas do assédio de Bill Clinton para o debate. Quando Hillary quis se fingir de indignada com as falas privadas de Trump, ele cravou: “Comigo são palavras, com Bill são ações”.

Sim, Hillary não devia esperar por isso. Trump falou das responsabilidades da democrata no fiasco de Benghazi, dos e-mails deletados após uma intimação do Ministério Público norte-americano, citou as ações de Hillary para acobertar os crimes sexuais do marido e denunciou sua hipocrisia: mencionou até uma gravação em que a jovem advogada Hillary Clinton ri de uma vítima de estupro. O estuprados contratou os serviços de Hillary, que agiu de maneira criminosa pela sua absolvição. Quando a injustiça foi sacramentada, Hillary deu suas conhecidas gargalhadas festejando a impunidade.

Sobrou até para os moderadores. Trump não teve medo de denunciar a falta de isenção e ética de Cooper e Martha. Ao final, o republicano publicou em suas redes sociais que “havia vencido três em um único debate”. Quem viu a desesperada e inescrupulosa Martha Rattaz intercedendo por Hillary quando a democrata tomou as primeiras rasteiras entendeu que a frase era verdadeira.

O mais importante do debate foi quando Trump deixou claro que Hillary é uma criminosa fria e calculista, que mente ao povo americano sem sequer corar, mas que não é capaz de dar nome aos inimigos do Ocidente. Ao responder uma eleitora muçulmana que se declarou indecisa, Trump disse que não era inimigo dos islâmicos, mas sim do radicalismo islâmico. Hillary titubeou, gaguejou e não respondeu quando Trump afirmou que ela era incapaz até de dar nome aos bois. E de fato, ela não conseguiu. Tentou falar em jihadistas, mas a voz quase que não sai.  Quando a democrata citou Michele Obama para ganhar a simpatia do público intoxicado pela narrativa da primeira-dama progressista, Trump lembrou que a mesma Michele disse em 2012 que “se Hillary era incapaz de comandar a própria casa, não poderia comandar o país”. Turn Down for what. 



Como é de praxe, a extrema-esquerda chiou. Falaram em baixaria de Trump por ter citado os estupros de Bill. Falaram até em autoritarismo por ele ter respondido a Hillary que se ele fosse presidente, ela provavelmente estaria na cadeia. Destaque para a CNN: enquanto todas as emissoras fizeram menções ao debate citando o bom desempenho de Trump e o fiasco de Hillary, a GloboNews americana preferiu falar em vitória da democrata. Para emplacar o embuste, justificam afirmando que Hillary foi civilizada diante do baixo nível do oponente. O que houve de fato foi um time que apanhou no primeiro tempo descontando as caneladas no segundo. O péssimo caráter dos articulistas da CNN e a opção pelo autoritarismo e mentira impede com que admitam em público o quanto sua candidata foi medíocre.

Trump pode não ser o candidato dos sonhos de ninguém, já que é um fanfarão que atravessa a praça para pisar em cascas de banana comprando polemicas desnecessárias (como ter debochado da deficiência física de um jornalista ao invés de ter desmascarado o mal-caráter). Ainda assim, Trump se coloca como a melhor das piores alternativas para os Estados Unidos. É possível até fazer um paralelo entre a eleição americana e o segundo turno no Rio de Janeiro. Assim como os cariocas que decidirão entre os Marcelos Freixo e Crivella, os americanos também terão de escolher entre Trump e Venezuela. Qualquer um sabe que é melhor pastar por quatro anos de um governo medíocre tocado por um fanfarão do que ser governado por uma psicopata inescrupulosa que chegou a coagir vítimas de estupro para chegar à Casa Branca. Que Trump vença. 
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