Ads Top

O PT está tentando diminuir o tamanho da derrota nas urnas. É golpe




Atenção: há um novo golpe na praça. É aplicado por conhecidos estelionatários, que pretendem afirmar que a surra sofrida pelo Partido dos Trabalhadores no domingo não foi tão dura assim. Outros já tentam falar em “crise de representatividade”, chamando a atenção para o grande número de votos brancos e nulos, bem como ao número de abstenções. Que fique claro: não passarão.

Os que estão usando essa retórica cretina são os derrotados pelo povo, os repudiados nas urnas. Gente como Regina Sousa, que subiu na tribuna do Senado para pagar de louca: a senadora golpista disse que “ninguém venceu as eleições”. Mentira: quem venceu as eleições na maioria dos municípios foram os adversários do PT. Houveram brancos, nulos e abstenções? Sim. Mas isso também está previsto na regra do jogo. Também não vale falar em "crise de representatividade". Isso é apenas uma cortina de fumaça para não admitir que foram esfolados. Se parte do eleitorado de São Paulo não quis votar ou não escolheu nenhum dos candidatos, é porque não quis ser representado. Exatamente igual aqueles 30% que não votaram em Dilma ou Aécio, sendo que destes um terço sequer compareceu nas urnas em 2014. Representatividade não se aplica só ao eleitor que vota na extrema-esquerda. Eles sabem disso, e justamente por isso odeiam a democracia. Eleitores são muito instáveis, podem não escolher o ódio e a barbárie.

Desconsiderar a derrota sofrida pelo PT é tão ridículo quanto seria se aquela Seleção Brasileira do 7x1 abandonasse o jogo no primeiro tempo (quando ainda estava 5x0), e a comissão técnica diminuísse o tamanho da surra afirmando que o resultado pudesse ser diferente nos 45 minutos restantes. A frase de Regina é tão imbecil (e embusteira), quanto seria Felipão e Murtosa argumentando que poderiam ter revertido a tunda em um eventual jogo de volta, que o ideal seria mudar as regras do campeonato para que houvesse mais tempo de disputa.

Tanto é verdade que o PT começa a sofrer um racha interno,com um grupo de descontentes questionando a liderança de Lula, algo completamenteinédito na facção. Outro sinal é o cálculo feito pelo próprio partido de queperderão 50 mil cargos comissionados. Neste caso em específico, é bom perguntar que tipo de ser parasitário faz um cálculo desses. É claro, somente quem vive de verbas públicas e está prestes a ser desalojado. 

Não, Regina. Seu partido foi humilhado pelo brasileiros. Não tente fingir que não está doendo.
O mesmo deve ser dito de petistas que plantam na mídia (Mônica Bergamo, Kennedy Alencar e UOL) que o partido está "aliviado" com a derrota de Fernando Haddad no primeiro turno, que isso evitaria a simbologia de uma “derrota pessoal” no segundo turno. Errado: Haddad foi humilhado no primeiro turno porque o paulistano já tinha em mente que esse desequilibrado autoritário deve ser mantido o mais longe possível de uma prefeitura, se possível sedado e com uma camisa de força.

O mesmo se diz de outras derrotas Brasil afora. Não só o PT, mas a extrema-esquerda como um todo, foram levado a nocaute. O problema é que ao invés de admitir a humilhante derrota, tentam simular forças para iludir patrocinadores e fãs de que tem condições de disputar uma revanche. E isso também é mentira. Neste caso, uma revanche seria tão desastrosa quanto Anderson Silva contra Chris Weidman,

Não por acaso, estamos há exatos cinco dias sem ouvir falar de “eleições diretas” (eleições inconstitucionais) ou mesmo de “Fora Temer”. Até o infame termo “golpe” sumiu das timelines e da boca suja de artistas engajados. Estão envergonhados, já que tentaram enganar o povo com falsas narrativas e fracassaram. O povo validou o impeachment nas ruas, e depois chancelou nas urnas. O jogo acabou. Até a sonsa Marina Silva, sempre obliqua e dissimulada, parou de falar em novas eleições. Com que moral ela irá pedir isso, sendo que sua Rede de petistas foi um fiasco eleitoral? E o PSOL? Disseram que cresceram, mas foramlogo desmascarados por Reinaldo Azevedo. É provável que se contentem em arruinar só duas prefeituras nos próximos quatro anos - e não estou falando de Belém e Rio de Janeiro, mas de Janduís e Jaçanã, ambos no Rio Grande do Norte. 

Não há mais moral para as falsas narrativas. O PT e a extrema-esquerda só estão com essas desculpas esfarrapadas pois não tem alternativas, pois já não conseguem sequer prestar contas para a própria militância. No entanto, ainda permanece a índole criminosa: como repetimos à exaustão, o PT e linhas auxiliares sempre enxergam o copo meio cheio para praticarem seus golpes. O estelionato intelectual de prega que as derrotas não foram tão sofridas e que a vitória dos adversários não foi tão legítima é só mais um das muitas investidas contra a democracia. Ok, é o golpe do lutador que ainda está grogue depois de ter beijado a lona. Mas ainda assim é golpe.


Tecnologia do Blogger.