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O elogio do Brasil 247 a Maia só reforça o caráter infame da proposta da lista fechada






Leio que o Brasil 247 publicou um texto elogioso à postura de Rodrigo Maia de defender a tese da lista fechada como uma das medidas da reforma política. Quem escreve o texto é a jornalista Tereza Cruvinel, aquela militante trotskista que presidiu a EBC durante o governo Lula. Tereza diz que “lista fechada pode ser a marca positivade Maia”. Para aqueles que ainda tinham alguma dúvida sobre o caráter autoritário da proposta, fica a grande prova: ela é festejada pela responsável pela linha editorial da TV Brasil.

Mais cedo inclusive, Reinaldo Azevedo lembrou em seu programa que a ideia foi sugerida inicialmente pelo Partido dos Trabalhadores. E comentou que vindo agora do presidente da Câmara, o mais provável é que o PT se posicione contra. Errado: o PT irá apoiar com todas as forças. O motivo é bem simples: trata-se do enfraquecimento da democracia. A organização criminosa que usa o PT como fachada oficial para seus golpes está momentaneamente ferida, mas pode muito bem tomar outra forma e defender as mesmas ideias. A existência de um aparato estatal de caráter excludente e autoritário é tudo o que eles precisam para voltar a crescer.

Alguns se perguntam: porque o PT vai defender algo que pode fortalecer o grupo que está no poder? Para isso, temos que retornar ao mito de Anteu. Filho de Poseidon (o Deus do Mar) e de Gaia (a Deusa da Terra), ele tinha um poder muito peculiar: ele tirava sua força da terra, o que o tornava imbatível. Como não poderia ser derrotado enquanto estivesse em contato com a terra (sua mãe), Anteu desafiava todos os viajantes que passavam pelo deserto da Líbia para lutarem com ele. Os desafiantes invariavelmente morriam, e seus ossos eram utilizados para a construção de um templo em honra a Poseidon. No entanto, Hercules descobriu o ponto fraco de Anteu. Suspendendo-o no ar, Hercules o derrotou suspendendo seu fornecimento de energia. É mais ou menos o que se passa com o PT agora.

O PT quer manter todo o aparato estatal que possa fornecer alguma nutrição aos seus desígnios obscuros. Por conta disso, eles apoiam o que pode proporcionar força ao mesmo tempo que atacam o que os enfraquece. É óbvio. Vejam no caso da PEC 241: o principal argumento era o fato da restrição ter um prazo de vinte anos. Para o líder do PT José Guimarães, era “inconcebível restringir os gastos de governos futuros”. Vai que por algum acaso o PT consiga emplacar outro golpe, ou assumir o poder por meio de outras formas (Rede, PSOL, Ciro Gomes...). Em resumo, fortalecer a democracia é o mesmo que suspender o Anteu da extrema-esquerda no ar. Como é que irão colocar em prática sua agenda criminosa sem dispor das tetas estatais? A proposta de Maia é o contrário, ela fortalece o futuro. Para o partido é o mesmo que estar caminhando no deserto sabendo da localização de uma fonte de água. Por pior que seja o cenário, isso deixa uma esperança. E já que as coisas se colocam nesses termos, o correto é tratar Maia como petista, ou seja, um inimigo do Brasil.



Fora Maia!
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