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O Brasil estava tirando o Brasil do vermelho antes de Temer lançar seu slogan



Tanto petistas como demais setores da extrema-esquerda estão em polvorosa, já que o governo de Michel Temer resolveu lançar a campanha de reformas econômicas com o slogan “vamos tirar o Brasil do vermelho”. É para tanto?
É. O governo de fato escolheu uma expressão de duplo sentido para espezinhar a esquerda e marcar a diferença entre o novo governo e o antigo regime, além de denunciar o cenário de ruínas fabricado por Dilma Rousseff. Deve ser a primeira ação do governo Temer que pode ser descrita como um golaço. Pode-se até comparar esse slogan com aquele gol de Ronaldinho no São Paulo, feito após uma arrancada que chegou a 36 km por hora. A escolha do slogan foi simples, arrojada e matadora. E se expressa pela fúria que despertou na extrema-esquerda. O motivo de tanto ódio é que ninguém esperava isso de um governo conhecido por ser mais instável que biruta de aeroporto. Tomar um golaço desses de um governo frouxo deve doer na alma.
As reações foram perfeitas. Alguns disseram que finalmente, o governo Temer teve a coragem de mostrar quem foi que quebrou o país. Para outros, melhor um slogan político do que um slogan estelionatário – como foi o tal “Pátria Educadora” em um país com os piores índices de educação no mundo.
Estão corretos. Mas a melhor definição veio de Reinaldo Azevedo em seu programa na Jovem Pan. Para o jornalista, “Os brasileiros já haviam tirado o país do vermelho”. E não é fato? Os brasileiros já estão tirando o país do vermelho desde 2014. Tentamos nas urnas, mas fomos superados por um plano criminoso de poder que incluía a participação daquele que julgávamos ser opositor, como sabemos agora por ocasião da Lava Jato. A própria força-tarefa está tirando o país do vermelho ao desmantelar a organização criminosa que usa o Partido dos Trabalhadores como fachada para suas pretensões totalitárias. Isso para não falar das eleições de domingo, em que o povo arrancou o vermelho das urnas e barrou outros tantos aspirantes. Não farei a sugestão para que reclamem do povo tirando o Brasil do vermelho das urnas, uma vez que eles odeiam a democracia justamente por isso. 
No que se refere a ação do cidadão contra o governo, o mais importante foi a intensa mobilização popular. Os brasileiros ocuparam as ruas, mostrando em números o tamanho da rejeição ao governo, traduzindo em um grito uníssono o desejo de tirar o país das mãos daqueles que ainda nos querem como escravos. Verdade seja dita, essa maioria não optou por Temer – que foi eleito junto com Dilma Rousseff. Mas essa maioria está ciente de que pela Constituição, é Temer quem deve assumir a presidência da República em caso de impeachment. Essa maioria até então silenciosa se pauta pela legalidade, diferente da minoria cúmplice do crime e da barbárie, que se guia apenas pela moral que retira do esgoto.

Em resumo, estamos tirando o Brasil do vermelho há mais de um ano. E a extrema-esquerda sabe disso, tanto que tratou de chamar a luta pela democracia de golpe desde o início. Lançaram diversos truques, e mesmo dispondo do aparato estatal, foram derrotados por um povo que não aceitou viver de joelhos. Hoje eles estão acusando uma suposta tentativa de “eliminar o contraditório”. Eles mentem: quem sempre quis eliminar o contraditório foram eles. Foi o líder deles que conclamou os lacaios a “extirparem o DEM”, foi o partido deles que quis se perpetuar no poder eternamente, quem pretendeu suplantar a democracia foram eles. Ora, não há nada mais parecido com o “Reich de Mil anos” do que o plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. Foi por isso que nos levantamos contra essa seita totalitária, tendo como única arma o exercício da cidadania. Temer foi bem, mas que fique o registro: quando ele chegou, já estávamos ocupados em tirar o país do vermelho e do que essa ideologia nefasta representa.  
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