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Fábio Porchat: o isentão pego em flagrante






Fábio Porchat confessou que tem lado. O humorista que gosta de fazer baixaria contra a direita e ironizar a suposta “seletividade” da Operação Lava Jato resolveu publicar um texto cretino em sua coluna no portal Isto É. Lá ele se pergunta “se o povo sabe votar”. Ali, Fábio questiona a democracia com o fingido olhar distanciado de quem faz considerações sobre a qualidade do voto. Diz que desconhece receitas prontas, mas dá o veredicto: ficou espantado com o triunfo de certas ideias, lembrando que “o nazismo chegou ao poder pelo voto da maioria”. No auge da loucura, Porchat diz que a escolha da maioria no dia 2 de outubro é falta de informação e de educação. Este texto de Porchat é mais um exemplo de quando o isentão é pego em flagrante. 

Puro cinismo. O texto de Porchat se resume em ressentimento de quem foi derrotado nas urnas. Este argumento adotado pela extrema-esquerda de que devemos questionar a escolha dos pobres não passa de elitismo asqueroso daqueles autoritários que foram criados a leite com pera, que desenvolveram aspirações totalitárias por conta dos mimos de pais, avós e babás. Se tivessem que ganhar a própria vida, que garantir o próprio futuro, teriam mais respeito pelos mais pobres.

Porchat está questionando a qualidade da democracia por que o time dele foi derrotado. É o mesmo que fazem os times medíocres ao fim do campeonato, responsabilizando a arbitragem pelo fracasso. Ele não questionou a democracia por ter garantido Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo no segundo turno em 2012, assim como não questionou a democracia nas eleições de Lula e Dilma Rousseff, ou mesmo quando a democracia permitiu o bolivariano Marcelo Freixo no segundo turno no Rio de Janeiro. Ele só questiona a democracia quando a extrema-esquerda foi humilhada nas urnas. Também não se viu Porchat questionando a falta de informação ou educação de quem elegeu Lula, Dilma e Haddad em tempos passados. Ali a escolha foi legítima.

O humorista involuntário tenta fazer malabarismos para fazer seu desabafo, tarefa difícil para quem sempre vendeu a imagem de isentão. Mas essa reclamação fora de hora, esse vômito elitista e esse questionamento cretino denunciam sua posição. Porchat está ao lado do plano criminoso de poder, da agenda golpista da esquerda. Verdade seja dita, não chega a ser novidade fazer essa constatação. Quem não se lembra do farsante escrevendo Fora Cunha em uma coluna no Estadão. Aquilo era uma profunda contradição, já que ele acusa a Operação Lava Jato de ser golpista (é o que ficou subentendido naquele vídeo infame protagonizado por ele e pelo asqueroso Duvivier). É meio contraditório falar em seletividade quando as provas contra Cunha vieram por meio força-tarefa da Lava Jato. Ocorre que Porchat é um dissimulado, um embusteiro que opera se camuflando de isentão. 


Porchat deveria ter mais vergonha. O povo pode ter tido a educação negligenciada durante anos, mas é inegável que o povo está aprendendo a votar e a exercer sua cidadania. O povo tomou as ruas nas maiores manifestações da história, derrubou um plano criminoso de poder e defenestrou os golpistas nas urnas. O povo anda tão evoluído que está aprendendo a boicotar certos arremedos de seres humanos que tomam partido do inimigo. E isso fica provado pela baixa audiência do programa de Fabio na Record e dos frequentes fracassos do coletivo Porta dos Fundos nos cinemas. 
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