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Este blog avisou: o medo com o recurso de Lula na ONU foi muito barulho por nada





Hoje o Estado de São Paulo publicou uma matéria assinada por Jamil Chade, onde o jornalista traz a fala de Elizabeth Throssel, porta-voz do Comissariado de Direitos Humanos da ONU. E ela nega veementemente que o órgão tenha tomado qualquer decisão favorável ao ex-presidente Lula, que recentemente ingressou com uma petição contra o juiz Sérgio Moro alegando perseguição política e violação de direitos. O que foi feito foi a sinalização de que irão analistas a admissão, e que notificarão o Brasil a se defender das acusações feitas pelos advogados de Lula. A suposta vitória contra Moro não passava de cascata da banca que defende Lula.   

Ontem a internet entrou em polvorosa, acreditando que a ONU houvesse dado algum parecer favorável ao petista. Em especial por conta de artigos sensacionalistas do UOL e Folha, feito sob medida para confundir. Quem acompanha o Reacionário leu aqui, que não havia motivo para pânico.

Escrevi o seguinte:

Calma, não é por aí. 
É natural que o Comissariado de Direitos Humanos faça a admissibilidade da denúncia. Com a mobilização da esquerda internacional, de governos e organizações não governamentais em favor de um ex-chefe de estado, o órgão não iria descartar a denúncia de imediato. Mas não há mérito, e nem razão para temer qualquer embaraço ao trabalho da Operação Lava Jato. 
O que o Comissariado fez foi dar a oportunidade para que o governo brasileiro esclareça os fatos, de maneira a deixar cristalino que Lula “exagera”. Apesar da ONU não ser isenta, não há que se temer obstrução da Justiça em um país que vive em plena normalidade democrática. E quem diz isso é a própria ONU, que reconheceu o processo que a defesa de Lula alega ser “consequência da perseguição política contra o ex-presidente e o Partido dos Trabalhadores”. 
É obvio que a defesa diga que isso “é mais um passo na denúncia”. E é natural que a extrema-esquerda comemore um cobrança de falta como se fosse um gol decisivo. Não é. Para dizer que Lula é inocente, o Comissariado teria que verificar todo o processo, que analisar todo o trabalho da Policia Federal e do Juiz Sérgio Moro. Seria um trabalho moroso, que em tese não ajudaria muito o petista. Em tese, a ONU passaria por cima do Judiciário brasileiro. Se a corte validou a Operação e as investigações, significa que a corte foi cúmplice de uma violação aos direitos humanos. Isso não vai acontecer.
Só para deixar ainda mais claro: sobra credibilidade internacional para a Operação Lava Jato. Além do apoio de países como Estados Unidos, Reino Unido e Holanda (onde o esquema criminoso de poder possuía conexões), há o reconhecimento por parte da Interpol e da Transparência Internacional. Enquanto a força-tarefa é elogiada pela coragem pela Transparecia Internacional, a Interpol ofereceu apoio total aos investigadores. Foi até sugerido que a força-tarefa se tornasse uma divisão permanente da Justiça brasileira. Quem iria se colocar contra esse trabalho sem sair com a suspeita de cúmplice de corruptos? 

É evidente que isso servirá como munição retórica para os partidários do plano criminoso de poder, o que não devemos é cair nessas armadilhas. Lula não escapa da operação Lava Jato, ainda que esgote todos os recursos. Não enquanto o Brasil for uma democracia. O caso de Lula não poderá ser julgado antes de 2017 ou 2018. Logo, uma eventual condenação não implicaria em obstáculo para sua prisão. Isso se a já desacreditada ONU resolvesse mergulhar ainda mais seu nome na lama. Não, aqueles senhores tem assuntos mais urgentes para resolver do que proteger um cadáver político como Lula. Esse senhor já está desacreditado internacionalmente, reconhecido como criminoso por todos os que um dia o bajularam. Só resta mesmo o apoio da velha extrema-esquerda de sempre. Por favor, não caiam nas bravatas da defesa de Lula. Não aprenderam nada com os desenhos e quadrinhos? Sempre há aquele momento em que o vilão diz: “Não adianta, resistir é inútil”. E depois morre. Foi assim com o impeachment, e será assim com Lula. 

Dito isto, o único cuidado que se pede é: cuidado com as narrativas da extrema-esquerda. Nas vésperas da votação do impeachment de Dilma Rousseff, a comunista Luciana Santos apareceu com uma lista com o nome de 186 nomes contra a admissão do impeachment da ex-presidente. Ela não contou que ela e seus colegas mentiram para alguns parlamentares para conseguir assinaturas. Isso não foi suficiente para chegar a um número satisfatório, o que obrigou os defensores do plano criminoso de poder a forjar assinaturas. Foi assim que se formou a tal “Frente Ampla em defesa da Democracia). Escrevi sobre o assunto aqui, desmascarando aquela farsa. Aliás, o impeachment foi um dos episódios mais pródigos em se tratando de farsas petistas. Eles forjaram até um suposto “Tribunal Internacional Pela Democracia".


O que fica de cada um desses episódios é a certeza de que eles sempre irão inventar alguma mentira nova. Essa gente nunca se pauta pela verdade, já que sua ideologia é fundamentada na mentira. O que eles querem é justamente causar pânico ao contar vantagens que não possuem, ao transmitir uma aparência de força que não possuem. Quem leu o Mágico de Oz deve se lembrar que o poderoso feiticeiro não passava de um ilusionista habilidoso. É o que Lula é, um ilusionista. Provavelmente uma mistura de ilusionista com Charles Mason, mas ainda assim, um ilusionista. E ele nunca esteve tão fraco. 


                                                                                                                                          
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