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Está explicado o ódio que a extrema-esquerda sente da democracia





As eleições consagraram a surra histórica imposta pelo povo brasileiro aos partidos de extrema-esquerda. O Partido dos Trabalhadores foi punido pelo esquema criminoso de poder. Seu satélite PCdoB foi punido por ser lacaio, enquanto seu sucessor PSOL foi punido por agir como linha auxiliar. Aos que dizem que houve vitória do PSDB, DEM, PMDB ou quem quer que seja, fica o recado: quem venceu foi o povo. Se estes não fizerem sua parte, também serão enxotados nas próximas eleições.

A surra que varreu a extrema-esquerda do mapa demoliu as narrativas do golpe, além de legitimar as últimas ações do governo como a PEC 241 e os cortes de gastos. Quem falou em retrocesso e luta popular foi humilhado. Aqueles que hoje invadem escolas e universidades também perderam, já que o movimento golpista que tinha uma finalidade meramente política também foi rejeitado nas urnas.

Eis o motivo principal pela qual a extrema-esquerda não gosta da democracia, este sistema já descrito por Winston Churchill como a pior das formas de governo (embora não haja nenhuma forma melhor que ela. Neste sistema, é possível que o Imponderável de Almeida apareça nas urnas e trabalhe contra o candidato, como aconteceu com o prefeito Haddad, aquele que conseguiu perder no primeiro turno sem vencer em um único distrito eleitoral. Ou pode ser favorável, como foi para Edinho Silva. Mesmo citado em várias delações, o ex-ministro que agia como coletor de propina para a organização criminosa conseguiu se eleger prefeito de Araraquara com mais de 44% dos votos.

Mas, como lidar com algo assim tão instável? Como seguir mentindo sobre golpe, sendo que o povo está ao lado de quem eles chamam de golpistas? Notem as reações de ódio nas redes sociais. Reparem nas “autocríticas” feitas pelos militantes. Alguns dizem que o PT falhou no combate às elites golpistas, enquanto outros criticam o partido por não ter “regulamentado a mídia” (um neologismo para censura). Quando Dilma Rousseff foi afastada, a realidade foi a mesma. O partido chegou a emitir documentos afirmando que “os governos Lula e Dilma falharam ao não interferirem no conteúdo de formação das forças armadas. Foi a falta dessa ideologização que fez com que os militares assistissem o impeachment calados, quando poderiam ter saídos às ruas para defender o mandato popular da presidenta impopular. Pergunta retórica: será que eles estão mesmo lamentando o fato de militares não irem às ruas enfrentar a população indefesa que se manifestava contra Dilma e o PT? Será que a intenção era que houvesse uma carnificina educativa para desmobilizar aquele movimento?

É por isso que a agenda esquerdista sempre trabalha com métodos de enfraquecimento da democracia. Propostas como a lista fechada, os conselhos populares, o conselho de jornalismo, a mídia “alternativa” financiada com recursos públicos e a doutrinação ideológica são meios de enfraquecimento da democracia que funcionam exatamente para viciar o jogo. Esses são os recursos que podem ser emplacados de forma legal. Por outro lado, há aquelas estratégias ilegais como o financiamento de campanhas via propinoduto e o aparelhamento do estado para fins ideológicos (que implica também na manutenção do inchaço estatal). Somados ao discurso populista, ao fisiologismo e ambição criminosas, temos a receita ideal para que esses grupos se estabeleçam no poder.

A regra é simples, e já foi feita em vários lugares do mundo com mais ou menos êxito. E como é de regra, quando emana das diversas camadas da sociedade um sentimento de repúdio à velha ordem, as matilhas aliadas ao status quo surgem rotulando a resistência de “discurso de ódio”, “ameaça à democracia” e “retrocesso”. Quem fizer o exercício de procurar casos semelhantes no Brasil e no mundo verá como essa gente opera. E quando o resultado não é favorável, eles dizem que a democracia está abalada, que é necessário rever o sistema. O que eles querem corrigir é a possibilidade de não serem escolhidos, algo que só é possível com a consolidação da agenda criminosa da extrema-esquerda. No Brexit falaram que pessoas mais velhas não deveriam votar. Também disseram que não era legitimo o resultado, já que houve um certo número de abstenções. O mesmo que houve em São Paulo e Rio de Janeiro com as vitórias de João Doria e Marcelo Crivella, e que já começa a ser repetido nos Estados Unidos. Pela enésima vez repete-se a frase da baronesa Thatcher: “Os socialistas não gostam que pessoas comuns escolham, pois elas podem não escolher o socialismo”.


                                                                                                                                          
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