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Caio Blinder: o passado sujo de um hipócrita





Uma das lições mais valiosas aprendidas no Twitter foi ensinada pelo perfil “Justiceiro Sujo”. A teoria consiste basicamente em: todo justiceiro social que defende as 'minorias' tem o passado bem podre.

Pois bem. O senhor Caio Blinder faz parte da torcida brasileira pela eleição de Hillary Clinton. Assumidamente parcial e surdo para as denúncias contra o casal criminoso Clinton, ele viu sua estrela brilhar no episódio das gravações em que Donald Trump tinha uma conversa chula sobre mulheres, daquelas que 90% dos homens já tiveram. Blinder disse que a “conversa de vestiário era lamentável pois “denegria as mulheres”. Quem visse o bom senhor falando, julgaria que o judeu era um inquisidor moralista do século XVII.

Não foi sem espanto que me deparo com uma notícia antiga sobre o correspondente, datada de 2011. No mesmo Manhattam Connection em que ele se diz espantado com as falas de Trump, o mesmo Caio Blinder chamou a Rainha Rania, da Jordânia de Piranha. O economista Ricardo Amorim notou que a crítica de Caio Blinder era completamente despropositada e chamou o cara no conhecimento ao vivo. Está lá no R7 e em outros portais. Acabou detonando uma crise diplomática, e foi obrigado a pedir desculpas depois. 

O que fica é o eterno padrão: por trás de um puritano politicamente correto, há sempre uma figura oculta, que é um hipócrita atrás. 

O vídeo em que Caio Blinder chama as mulheres de “piranhas” e “vadias” pode ser visto abaixo. A Notícia do R7 mostrando a confusão diplomática armada pelo comentário do jornalista vem em seguida, detalhando as barbaridades ditas pelo correspondente pró-Hillary. Também tem a lapada desferida pelo economista Ricardo Amorim, que deixou o cheerleader democrata sem rumo. 



Jornalista da Globo ofende a rainha daJordânia e causa saia justa diplomática

Caio Blinder, do Manhattan Conection, chamou mulher do rei jordaniano de "piranha"
O comentário de um jornalista da Globo News, emissora das Organizações Globo, deixou o governo brasileiro numa saia justa. O jornalista ofendeu, com um palavrão, rainhas, princesas e primeiras-damas do mundo árabe. 

O jornalista Caio Blinder, do programa Manhattan Conection usou uma palavra chula para se referir à rainha da Jordânia e a outras figuras dos países árabes dominados por ditaduras.

 - É a Rania, a Rania é a mulher do rei Abdullah. Ela é linda. Ela merece estar  em capa de todas as revistas fru-fru, Elle, Vogue, etc, mas esteticamente. Politicamente, ela e as outras piranhas são...

A ofensa atingiu uma mulher que é celebridade internacional. Rania é embaixadora do Unicef, o fundo das Nações Unidas para a infância, e está na lista das cem mulheres mais influentes do mundo. 

Bela e elegante, Rania está sempre nas capas de revistas e em programas de TV. Ficou conhecida pelo trabalho comunitário que faz com crianças pobres da Jordânia, e é uma defensora assumida dos direitos da mulher, lutando contra o preconceito e a intolerância aos árabes e muçulmanos.

Mas, desta vez, foi a própria rainha que virou vítima de preconceito. Rania foi ofendida durante o programa de debates transmitido pelo canal a cabo da Rede Globo.
Mais ofensas
O jornalista também não mediu palavras para criticar a primeira-dama da Síria, Asma al Assad. Eleita por uma revista francesa "a primeira-dama mais bem vestida do mundo", ela deixou pra trás mulheres importantes como Carla Bruni, primeira-dama da França, e  Michelle Obama, a mulher do presidente dos Estados Unidos. 

- Asma também é um caso pior porque ela é bonita e, como no caso da Rania, é mulher bem educada, fez faculdade, já trabalhou, e tem essa imagem. Ela é pior, ela é do Assad. E um caso mais grave, porque o Assad, o marido dela, da Síria bate muito mais do que o Abdullah da Jordânia.

Ele não poupou nem a madrasta do rei do Jordânia, Lisa Halaby, conhecida como rainha Noor, que nasceu nos Estados Unidos, mantém instituições de caridade e faz campanha pelas vítimas de minas terrestres.

- a Noor é a mãe desse esquemão. A Noor era a mulher do reizinho Hussein da Jordânia. Ela que implantou esse sistema de mulher de ditador moderna, que trabalha, é atuante, preocupada com a comunidade, enquanto o marido vai lá e massacra...

Pouco depois, o jornalista ofendeu também Khadija el Gamal, nora de Hosni Mubarak, presidente deposto do Egito. 

- A Khadija perdeu a parada. Ela era pra ser a primeira perua, a primeira piranha do Egito, porque era nora do Mubarak, e o Mubarak dançou. Agora olha pra cara da Khadija, é muito importante, ela é a favor de reformas - doutrina botox!

Na lista das ofensas também está a princesa da Arábia Saudita Amira al Taweel, conhecida por suas coleções de objetos de luxo e com uma fortuna avaliada em quase R$ 30 bilhões. 

- Ela é mulher do príncipe Al Talweel, aquele que tem dinheiro com o Citybank, com o Murdoch, tem muita grana. Essa gasta muito, essa realmente gasta muito e não tem trabalho comunitário 

Não é a primeira vez que um jornalista da Globo é preconceituoso. No ano passado, Luiz Carlos Prates, funcionário da RBS, afiliada da Globo em Florianópolis, foi duramente criticado de fazer um comentário infeliz.

- Hoje qualquer miserável tem um carro, o sujeito jamais leu um livro, mora apertado numa gaiola que hoje chamam de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem [...] a popularização do automóvel é resultado desse governo espúrio que popularizou, pelo crédito fácil, o carro para quem nunca tinha lido um livro.

O jornalista não se desculpou, disse apenas que tinha sido mal interpretado, mas acabou demitido dois meses depois.

Repercussão

Os comentários exibidos no programa da Globo News causaram reação internacional. O embaixador da Jordânia no Brasil, Ramez Goussous, enviou um protesto formal ao governo contra o jornalista. O documento tem o apoio de 17 embaixadores do mundo árabe. O embaixador declarou ter ficado espantado com as declarações do jornalista. 

Depois da polêmica, o apresentador Lucas M, da Globonews, pediu desculpas no ar. O jornalista Caio Blinder não quis falar à reportagem do Domingo Espetacular, e a TV Globo, por meio da assessoria de imprensa, diz que o assunto está encerrado. Mas o embaixador diz que espera um pedido formal de desculpas do jornalista. 

Para José Farhat, diretor de relações internacionais do Instituto de Cultura Árabe, as ofensas do jornalista da Globo atingem muito mais do que as mulheres do mundo árabe.

- Ele ofendeu, na realidade, todas as mulheres brasileiras, todas as mulheres árabes, todas as mulheres muçulmanas e todas as mulheres do mundo. Porque não se fala assim de uma senhora. Eu tenho a impressão que ele não gostaria que se dissesse isso da mãe dele, da filha, da irmã, da esposa. É um absurdo isso, e a responsável é a rede de televisão.




                                                                                                                                          
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