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As urnas sepultaram a narrativa da extrema-esquerda




Passada a ressaca da vitória, algumas considerações devem ser feitas. Principalmente no que se refere as eleições de São Paulo, que representam uma previa do que pode vir a ser o cenário nacional. A arrasadora vitória de João Doria sepultou narrativas petistas, e desestruturou as bases do petismo. Para a esquerda, fica o cenário de terra arrasada. Tirando Rio de Janeiro, Belém, Rio Branco e Recife, o horizonte dos inimigos da democracia está marcado pela humilhação. Ainda que se diga que isso é fruto da demonização, fica claro até para a própria extrema-esquerda que quem enquadrou a esquerda foi o povo. 

Em São Paulo, Haddad se viu derrotado com o voto da periferia. E obteve seus melhores números justamente nos bairros ricos. Os trabalhadores da periferia não se impressionaram com aquele estelionato petista sobre direitos ameaçados. Também rejeitaram a baixaria de Luiza Erundina e o PSOL sobre Doria ser rico. O eleitor provou que também está atento: apesar do PT ter escondido bandeiras vermelhas, estrelas, foices e martelos, acabou denunciado pelo macabro número 13.
E olha que o PT tentou de tudo. Tentou até aplicar pequenos golpes, seja afirmando ser vítima de golpe, seja plantando notícias a seu favor. Ao fim e ao cabo, foram punidos severamente.

É claro, em se tratando de Haddad, há que se dizer que ele perdeu com seus próprios méritos. O paulistano médio o elegeu por repudiar o displicente José Serra, que abandonou a prefeitura e o governo duas vezes para exercer a obsessão pela presidência da República. O que elegeu Haddad foi a rejeição a José Serra, e não a adesão às ideias progressistas de Haddad. Quando Haddad assumiu, foi tomado pela arrogância de quem nunca comeu melado. Passou a se ver como um semideus, um gênio da raça. Além de instituir coisas como bolsa crack, bolsa travesti, indústria da multa e a censura de símbolos nacionais, o prefeito ainda tentou usar a máquina pública para perseguir adversários. Haddad fraudou a agenda pública para perseguir o historiador Marco Antonio Villa. Em outras ocasiões, multou os caminhões dos movimentos pró-impeachment, tentou perseguir o uso de bonecos que satirizava figuras do petismo, além de ter abandonado a periferia para ser o prefeito da pequena elite progressista da Vila Madalena, Alto de Pinheiros e Consolação. Haddad colheu o que plantou, e não pode sequer culpar a ojeriza ao PT pela queda. Foi o que ele cultivou durante esses anos.

Outras figuras nefastas também se deram mal com essa derrota da narrativa da esquerda. Em Santos, a patética Carina Vitral apostou na narrativa do golpe. Arrogante, chegou a dizer que “a urna iria punir os golpistas”. E não obteve nem 7% dos votos dos santistas, que preferiram continuar com o prefeito tucano Paulo Alexandre do que dar uma chance para a presidente da UNE que abraça ditadores e que usava o infame Waldir Maranhão para evitar a instalação da CPI da UNE (talvez por medo do que pudesse ser descoberto).

Jandira Feghali também levou uma surra. É verdade, Freixo foi para o segundo turno com votos da extrema-esquerda que iriam para a comunista. Mas também é verdade que tanto Jandira quanto Raul Pont em Porto Alegre, Tadeu Veneri em Curitiba, Reginaldo Lopes em Belo Horizonte e outros nomes Brasil afora, foram todos prejudicados pelo nome do partido. Houve até quem pagasse pelos crimes morais de terceiros, como Requião Filho em Curitiba. Foi humilhado nas urnas pela truculência de seu pai, o senador assumidamente bolivariano Roberto Requião.


Fica insustentável a narrativa do golpe por parte de quem se sujeitou a disputar eleições, já que se supõe que quem se submete ao crivo das urnas está automaticamente reconhecendo a vigência da democracia. Pior ainda é sair surrado dessas urnas, o que significa que os eleitores não aceitaram ser feitos de trouxa. Quem trabalha, estuda e tenta sobreviver neste país arruinado pela maior crise econômica da história simplesmente abomina o fato de que teve sua vida atrapalhada pele petismo. Quem está desempregado sabe quem é que arruinou os trabalhadores. Quem se viu roubado sabe quem é que ameaça a democracia. E é claro, também sabem que o que ameaça as pessoas não são empresários, mas sim bolivarianos radicais. 

A narrativa golpista da extrema-esquerda tenta enganar o povo com falsas simetrias. Enquanto lança candidatos ricos e bem nascidos como Eduardo Matarazzo Suplicy e Fernando Haddad, a extrema-esquerda tenta induzir o eleitor ao erro dizendo que seus adversários são “candidatos dos ricos”. De outro lado, tentam ameaçar a justiça afirmando que “se Lula for preso, o povo irá às ruas protestar”. Até a ex-presidente criminosa Dilma Rousseff veio com esse blefe recentemente. Sim, é provável que alguns lacaios ocupem algumas poucas calçadas, e que alguns criminosos black blocs vandalizem patrimônio público e privado. Mas para eles, existe a polícia. Se Lula não consegue reeleger seu filho ao cargo de vereador em São Bernardo, é provável que nem os petistas se movam por ele como antes. 

Essa derrota homérica não só frustra a narrativa petista (esta sim golpista e estelionatária), como também expõe quem são os verdadeiros inimigos do povo. Já estão tentando pedir um Fora Doria antes do candidato eleito assumir. Outros tentam desqualificar o voto, já que os votos nulos foram maiores que os votos cedidos ao tucano. Isso não tira a legitimidade, já que é exatamente o mesmo critério usado na última eleição presidencial: a soma dos votos em Aécio aos nulos e brancos era superior aos 54 milhões da czarina, ainda assim eles reclamaram legitimidade para uma campanha suja. Quem votou branco e nulo exerceu o direito de não ser considerado na disputa. Não é pedir muito para os partidários do plano criminoso de poder que façam o mesmo, mas temos certeza que eles não farão. Outras narrativas golpistas virão para tirar a legitimidade de quem foi eleito. Com eles é assim: quem se elege por meio de fraudes e dinheiro sujo não pode ser retirado do poder pela Constituição, mas quem é eleito com o voto universal de pobres e negros, de brancos e ricos, este deve ser questionado em menos de 24 horas da vitória. Em resumo, são farsantes. 
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