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A proposta golpista de Maia pretende instaurar o Coronelismo do Século XXI







Rodrigo Maia resolveu brincar. Em conversa com Gilmar Mendes, apresentou sua mais nova ideia para “aprimorar” a democracia brasileira: o voto em lista fechada. Atualmente, votamos em lista aberta: os votos vão para o partido, mas o eleitor escolhe o candidato. Maia quer mais: quer os votos apenas para o partido, que é quem escolherá o candidato. Ganha Maia, perde a democracia.

O brincante é famoso por suas peripécias. A mais recente foi um conchavo com o PCdoB e PT para se eleger presidente da Câmara, e que culminou com o sepultamento da CPI da UNE. Isso é gravíssimo: em troca de um mandato tampão na Câmara, Maia vendeu a alma ao diabo. E no caminho apunhalou os milhões de brasileiros que se posicionaram nas ruas (e nas urnas) contra a corrupção. Se hoje Carina Vitral anda por aí insultando o povo e nos chamando de golpistas, isso também é culpa de Maia. Por culpa dele, a sociedade ainda não pode ter provas de que a verdadeira golpista é a presidente comunista da UNE. Antes fosse por vil metal.

Antes disso, Maia foi uma das vozes que pretendeu enterrar o DEM por eutanásia. Ele queria a fusão com o PTB. O episódio foi tão desastroso que acabou com os herdeiros de Getúlio repudiando o que chamaram de “incoerência e desrespeito com a história de seu partido”. É vergonhoso constatar que os sucessores de uma variante do fascismo foram mais coerentes e menos oportunistas que o bando de Maia.

Em tempos em que a sociedade toma para si às redes de sua própria história, alguns políticos elitistas tentam reeditar o coronelismo. Maia deveria pedir desculpas por essa proposta, mais ainda pelos argumentos sórdidos que utilizou para defendê-la. Para o presidente da Câmara, “a prova da necessidade é o fato de 40% não terem comparecido às urnas”. Tome vergonha, excelência! Se 40% não foram, estavam exercendo o direito previsto na Constituição de não opinar. Aliás, em democracias consolidadas o voto sequer é obrigatório. Ou será que a tal proposta de lista fechada também prevê a condução coercitiva até a urna eleitoral? É mesmo curioso que essa narrativa da crise de representatividade tenha sido engendrada pela extrema-esquerda após a surra eleitoral do dia 2 de outubro, com a finalidade expressa de desqualificar o voto.

A lista fechada, como já foi dito, só fortalece oligarcas. Só é de interesse do status quo. Chega a ser vergonhoso um político sugerir algo assim. Quem achou a conversa de Trump digna de repúdio, deve exigir que essa proposta seja censurada para menores de vinte e um anos, já que seu conteúdo é tão imoral que chega a ser pornográfico. Atenta contra a democracia, contra a representatividade, contra a pluralidade. O que Maia quer é transformar a política em um clube fechado, é transformar os partidos em feudos.

Não cabe falar em “ajuste no sistema democrático”, principalmente pelo fato de ter designado o petista Vicente Cândido para a relatoria do projeto. Para quem não sabe, Vicente Cândido foi funcionário de Boris Berezovsky, atuou no Corinthians e de lá ascendeu para a cartolagem nacional. Ele é um dos que trabalham pelo monopólio da Globo no futebol, atuando como um dos mais ativos integrantes da bancada da bola. Da mesma forma que atuou pela MSI (que enterrou o Corinthians), ele atuou contra o impeachment e contra o Brasil. Sua escolha para relatar o projeto de lista fechada é estratégica: foi colocado ali para fazer o que sabe, que é conspirar nas trevas. Não sairá nada de bom dali. 

O que Maia quer é restaurar o coronelismo, aquele sistema perverso, clientelista e antidemocrático que ainda persiste como sarna em algumas regiões do Brasil. Apesar de ter um nome mais técnico, não deixa de ser praga. Tal qual o “Socialismo del siglo XXI” de Hugo Chávez, é só uma reedição de uma ideia nefasta. E um pouco mais “plural”, já que contará com a colaboração de PT e seu satélite PCdoB.  Maia pode se achar muito esperto fazendo essa manobra, mas nós estamos de olho. Só avisem o presidente que o Brasil não é mais aquele descrito em Os Sertões. Coronéis não terão as mesmas facilidades de antes.   






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