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A insólita proibição da bala de borracha: será que a PM terá de servir Ovomaltine para os “manifestantes”?





Leio uma notícia simplesmente bizarra no Jornalivre, sobre a proibição do uso de balas de borracha. Reproduzo um trecho abaixo.

O juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, decidiu pela proibição do uso de balas de borracha por parte da Polícia Militar paulista em situações de confronto com manifestantes. Segundo a decisão final do juiz, a munição menos letal (gás de pimenta e lacrimogênio), só poderá ser usada em condições “excepcionalíssimas”, depois que o protesto perder o “caráter pacífico”. O governo paulista também terá de pagar indenização por danos coletivos de R$ 8 milhões pela violência excessiva na repressão a protestos.
Isso é simplesmente um absurdo, provavelmente uma das decisões mais insólitas que algum magistrado já tomou. Esperar que aqueles militantes travestidos de defensores públicos sugiram algo assim, lá. O que não se espera é que um juiz tome uma decisão dessas.
Ele cita os estádios de futebol como exemplo de “sucesso” da polícia, onde supostamente não se usam balas de borracha. Não se usam quando está tudo dentro de controle. Não quando a situação não sai de controle. Talvez as já truculentas torcidas organizadas não tenham aprendido o suficiente sobre impunidade. Talvez o melhor é se apropriar de um conteúdo político, que irá transformar seus crimes e selvageria em mera “performance de manifestação”.
Esses jovens (e até alguns que já passaram dos trinta), que recorrem à violência em protestos estão apenas expressando o seu desejo para a sociedade, que é o caos e a barbárie. Se a Polícia Militar for mais ou menos repressiva, isso não importa. Aliás, na decisão o juiz cita as manifestações pró-impeachment, sugerindo que talvez não houvesse repressão contra os manifestantes por haver uma simpatia dos PMs aos movimentos. Se é verdade que boa parte da corporação também comungue de apreço por justiça, democracia e ordem, também é verdade que ninguém pensou em derrubar o plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores depredando patrimônio, incendiando lixeiras, fazendo barricadas ou enfrentando a polícia. Mesmo aqueles que foram passar vergonha implorando que as Forças Armadas tomassem o protagonismo político se pautaram pela paz. Sendo assim, qualquer consideração sugerindo que a PM tratou bem os manifestantes por proximidade ideológica é leviana. Ao mesmo tempo em que deslegitima os manifestantes democráticos, se estabelece uma grave acusação contra aqueles trabalhadores que se encarregam da segurança pública: a de que o padrão é a agressão e truculência.
Está errado. Quem tem a truculência como padrão é a extrema-esquerda. Quando estão calmos, defecam na calçada em foto de políticos que não gostam. Quando estão dispostos “a lutar”, destroem a cidade. Quando tentam resistir ao trabalho da polícia, premeditam ataques com rojões. Foi assim com o cinegrafista Santiago Andrade. Chamar para o diálogo também não adianta. O Coronel Reinaldo Rossi teve a clavícula quebrada e quase foi morto com a própria arma. Isso porque foi se comportar como leitor de Quebrando o Tabu, convidando os black blocs para o “debate”.
Essa gente não quer diálogo, essa gente quer tiro, porrada e bomba. Talvez isso não comova o juiz Valentino Aparecido, mas há gente que se importa com a manutenção da ordem. A premissa é até prevista na Constituição, que garante o direito à manifestação desde que pacífica, em local previamente comunicado com as autoridades. Não precisamos discorrer muito sobre o caráter extremista dessa escória, isso é de conhecimento público. A questão que se coloca é a seguinte: como a PM irá trabalhar para tornar mais confortável a vida desses manifestantes? Pelas informações conhecidas, sabemos que boa parte é proveniente da classe média alta paulistana. Talvez seja o caso da PM e da Secretária de Segurança Pública utilizarem esses trinta dias de prazo para reestruturação das ações para aprender a preparar Ovomaltine e leite com pera para os jovens revolucionários. Sugiro uma parceria público privada com o Starbucks. Esse pessoal gosta de escrever seus slogans nos copos de café e frapuccino dessa cafeteria. De repente até rola da PM levar bandanas e casaquinhos para quem esqueceu de levar de casa.

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