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A esgotosfera progressista só vê representatividade quando é conveniente




A extrema-esquerda brasileira ainda está catatônica com o resultado das eleições municipais, e não está sabendo lidar com a surra que levou dos brasileiros nas urnas. No cenário de terra arrasada, eles ainda mantém a arrogância de porcos que pensam que são reis, deixando claro para todos como são quando ninguém está olhando.

Em São Paulo, houve um fato que pode ser considerado inédito. Fernando Holiday foi vitorioso em sua campanha para o cargo de vereado, conseguindo mais de 48 mil votos com uma campanha relativamente barata. Antigos comunistas como Jamil Murad e Nabil Bonduki ficaram de fora. Múmias que assombram o Palácio Anchieta há décadas também, como foi o caso de Wadih Mutram.

O fato inesperado reduziu a pó aquela narrativa de que a Direita é favorável a privilégios, a oligarquias, que governa para ricos contra os pobres, pretos, homossexuais e periféricos. Também feriu de morte a acusação de que os que protestaram contra Dilma Rousseff nas ruas e que bateram panelas contra seu governo eram contrários a presença de negros em universidades e pobres em aviões (ou o contrário). 48.055 destes escolheram Holiday como seu representante, deixando a esquerda sem discurso. Outros tantos optaram por candidatos como Janaina Lima, do Novo (ela obteve 19.425 votos) . Aqueles que foram acusados de machismo, racismo, homofobia, elitismo e ódio aos pandas elegeram uma mulher e um jovem negro de origem pobre.

Quem quer que diga aos quatro ventos que isso merece ser celebrado por valorizar a representatividade deveria ter soltado fogos de artificio, feito textão e inundado as redes com celebrações eufóricas... mas não foi o que houve. O HuffPost Brasil chegou a comentar – bem em passant, mas apenas para afirmar que “Se fosse uma pessoa, a Câmara de São Paulo seria um homem branco e rico”. Mas não falaram em representatividade ao se referir à Holiday. É o mesmo raciocínio do BuzzFeed e UOL, que sequer comentaram a notícia. O cinismo destes veículos só foi superado pelo Catraca Livre, aquela página asquerosa do Gilberto Dimenstein (que se espanta quando carteiros da zona leste questionam o discurso da esquerda). O Catraca Livre não tinha qualquer intenção de comentar a expressiva vitória de Holiday, e só o fez para cometer um estelionato intelectual digno de cadeia ao afirmar que “Holiday pode ser preso por crime eleitoral”. Este assunto, em específico, merece maior apreciação em outro texto.

Antes de tudo, é bom pontuar o que significa representatividade para nós e eles. Para nós, conservadores e liberais, representatividade é algo próprio da democracia e que emerge da ordem espontânea. Com igualdade de direitos e oportunidades (conquistas que a sociedade obtém com a consolidação da liberdade e dos direitos humanos), a tal representatividade virá. Mas ela não tem um fim em si mesma. Entendemos que um parlamento arco-íris pode não representar ninguém, se for imposto de maneira autoritária. Já um parlamento majoritariamente branco pode sim, representar anseios de uma maioria. Aqui em São Paulo, uma maioria elegeu um homem branco, heterossexual e vejam só, assumidamente rico e liberal. O morador negro e periférico do Capão Redondo ser viu representado nas ideias de Doria, diferente dos estudantes maconheiros da PUC e USP que gritam Fora Temer. Eles preferiram Haddad e Eduardo Suplicy, que são... brancos e ricos. Mas essa incoerência dá margem para outro texto.

O que há de se pontuar é que para nós, representatividade é um conceito subjetivo. Para eles, é algo concreto e objetivo: querem impor uma tese superficial para enganar quem se pauta apenas pela superfície dos discursos. Como propagadores do discurso da extrema-esquerda, esses veículos citados já veicularam teses antidemocráticas como a formulação de cotas parlamentares para mulheres, negros e demais minorias. Isso é antidemocrático pois com o pretexto de representar excluídos, se excluem cidadãos do debate e se impõe de cima para baixo o desejo de minorias autoritárias. Quem prega a instituição de conselhos populares tem essas mesmas pretensões golpistas: querem apenas camuflar a agenda criminosa da esquerda como se fosse algo oriundo da pluralidade. E isso não passa de fraude.


A esgotosfera progressista só vê representatividade quando é conveniente, e sua reação com a vitória de Fernando Holiday dá a dimensão de como eles vem seres humanos como meros cavalos de santo. O que eles querem não são homens livres exercendo a cidadania em uma sociedade plural, até porque odeiam a democracia. Afinal de contas, em democracias é possível que minorias não escolham o socialismo. É possível que negros liberais e mulheres conservadoras sejam eleitos. E o que eles querem são pessoas que defendam o ideário totalitário em sua plenitude. Toda vez que Catraca Livre, HuffPost e Buzzfeed falam que “representatividade importa”, estão apenas querendo instrumentalizar a luta histórica de negros, mulheres, pobres e minorias para subjugar a sociedade e solapar a democracia. Verdade seja dita, até pouco tempo atrás o HuffPost BR nem tinha negros na equipe, e isso enquanto a máquina de textos difamatórios e radicais estava à todo vapor. Eles sabem que seu discurso de ódio é muito asqueroso, e por isso escolhem de maneira consciente camuflar o seu fascismo em supostas boas intenções. Mas não vai ter golpe. 
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