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Ontem houve greve geral. Você só não percebeu porque só aderiram os que já não trabalham




Ontem a extrema-esquerda ocupou as ruas. Milhares de pessoas cruzaram os braços em todo o país, denunciando o que chamam de golpe e manifestando sua indignação contra a perda do que chamam de direitos. Promoveram um ato expressando ao país o tamanho de sua importância na sociedade brasileira, e sua relevância para o debate público. Segundo o dirigente da CUTno Distrito Federal Ismael César, aquilo era um “esquenta” para a greve geral. Você provavelmente não notou, já que só aderiram aqueles que já não trabalham. Na grandiosa Avenida Paulista dos 2 milhões contra Dilma e PT,  foram 500 em frente ao Masp. Brasil afora, foi daí para baixo.  

O que se viu ontem foi que a extrema-esquerda enquanto força numérica, não sobrevive sem financiamento público ou do grande capital. Mesmo nos atos “Fora Temer/Pela Democracia/Eleições Gerais Já”, o quórum foi diminuindo a medida em que a irrigação financeira foi secando. Só sobrevivem os aparelhos que diversificaram sua fonte de renda, como é o caso do Mídia Ninja, um caso de empreendedorismo revolucionário que merece ser estudado. Começaram como ONG independente (fundada em um fórum da extrema-esquerda na Tunisia). Conquistaram o Ministério da Cultura, divido com membros do Fora do Eixo. Com uma visão de futuro digna de grandes capitalistas como Eike Batista, entenderam que deveriam diversificar as bases para sustentar a luta. Não, não se trata da militância. Se trata de dinheiro e politicagem. O chefão Pablo Capilé resolveu agir como aquelas prostitutas do passado, arrumando um senhor que o sustenta. O velho pervertido que sustenta Capilé, e que garante sua sobrevivência nesses tempos temerários é George Soros.

Enfim, fato é que nem todos diversificaram suas “bases”. Isso acabou murchando as manifestações. Se já eram ridículas em tempos áureos do petismo, sem nunca ter ultrapassado os 200 mil nas ruas, hoje podem ser motivo de chacota, juntando alguns gatos pingados que trabalham nos sindicatos. Nem os próprios camaradas podem aderir. É provável até que os sindicalistas levem as obsoletas maquinas de ponto para a rua em dias de manifestação. É o trabalho em campo.

Se aquelas manifestações de domingo promovidas pelos amigos do poder já eram diminutas, imaginem só uma greve. Os primeiros revolucionários ao menos eram homens. Russos, vietnamitas, coreanos, chineses e albaneses, todos enfrentaram grandes provações. Diferente dos comunistas de hoje, que só conseguem lutar se forem sustentados por alguém. Pode ser um capitalista amigo ou um cargo público, o que importa é dinheiro para a causa. Os camaradas viraram ratos.

Quem fala em greve geral é antes de tudo, um inimigo dos trabalhadores. Defende a manutenção de amarras que inviabilizam contratações, dificultando a vida de quem está desempregado. Por outro lado, defendem o cabresto sindical e colocam em risco o emprego de quem trabalha. Mesmo quando fracasso, são vitoriosos em um de seus hobbies mais prazerosos, que é atrapalhar a vida do trabalhador que volta do trabalho no fim do dia.

Ontem eles anunciaram a tal greve geral, e ela não aconteceu. Por vários motivos. Graças a Lula, os sindicatos se fortaleceram como nunca. E foi graças a ele, que hoje a esquerda é conhecida de todos, em suas práticas e mentiras. Não mobilizam mais ninguém, a não ser os fanáticos já convertidos e alguns poucos iniciandos. Ultimamente, essa gente só sai na rua para passar vergonha.

É claro, não é o caso de menosprezarmos o papel dos agentes do caos. Por anos eles estiveram ao lado de quem segurava o chicote, bradando contra o povo como capitães do mato. Que ninguém nunca esqueça dos sindicalistas que surraram um senhor na frente da Associação Brasileira de Imprensa, grupo golpista que usa uma fachada sindical para defender a agenda da esquerda. Era o auge dos panelaços, e o impeachment de Dilma Rousseff era mais desejo do que possibilidade. Naquela ocasião, sindicalistas da FUP e CUT participaram de um ato “em defesa da Petrobras”, para contestar a Operação Lava Jato (para eles, só um pretexto golpista para vender a estatal). Cerca de 15 manifestantes contrários ao governo Dilma foram lá protestar. E apanharam. Muito. Lula estava lá, e incitou a violência. “A gente quer paz, mas sabemos brigar”.





As fotos daquele 24 de fevereiro viralizaram, e é provável que tenham influenciado milhares de brasileiros a ocuparem as ruas no histórico 15 de março. A infâmia dos manifestantes (defendidos aqui pelo blogueiro sujo Eduardo Guimarães, hoje candidato a vereador pelo PCdoB em São Paulo), deixou claro de que lado eles estavam. E para quem é novo em política, é bom falar claramente: eles estão do lado da agenda autoritária da esquerda e do plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. Hoje eles estão em menor número porque o aparato que os sustentava foi desmantelado. Nosso dever enquanto sociedade, é garantir que esses canalhas nunca superem a irrelevância numérica expressa nas ruas no dia de ontem. 
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