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O choro de Wagner Moura é um sopro de esperança. O Brasil está melhorando



Ju Fumero/UOL.


Em entrevista ao “jornalista” Leonardo Sakamoto no UOL, o ator Wagner Moura lamentou o que chamou de “boicote” de empresas a cinebiografia do líder comunista Carlos Mariguella, produção dirigida por ele. Detalhe: o cenário da entrevista é o mesmo em que Sakamoto, Jean Wyllys, Guilherme Boulos e Laura Capriglione costumam gravar o infame Havana Connection.

Bom, em primeiro lugar não há que se falar em “boicote”. O que há é a preferência de empresas em não patrocinarem um panfleto sobre uma ideologia totalitária. Isso é um conceito que deveria ser bem simples de ser compreendido. Wagner Moura sabe disso, mas prefere fazer o famoso “migué” ao chamar a preferência de empresas privadas em não colocarem seu dinheiro e prestígio em algo tão lamentável quanto a ode ao terror que o sr. Moura pretende escrever. Essa é a maravilha do livre mercado. As pessoas são livres até para ter bom senso.

Ora, o sr. Moura sabe dos benefícios do livre mercado, da ordem espontânea. E se beneficiou dela em alguns momentos de sua carreira. O primeiro Tropa de Elite e a série Narcos são exemplos bem sucedidos de boas produções que caíram no gosto do público. Talvez por isso que Wagner é um dos ardorosos defensores da Lei Rouanet. Ele não quer correr o risco de não ser financiado em suas empreitadas. Por isso, o melhor é forçar as pessoas a financiarem projetos. Em outros momentos da entrevista, ele diz que o boicote é perseguição política. Não, não é. O que há é o ato político de quem quer demonstrar o repúdio a quem defende uma quadrilha com pretensões totalitárias. É bom destacar isso: quando a direita quer repudiar alguém, ela boicota e elabora listas de repúdio. Quando a esquerda quer repudiar alguém, ela fabrica factoides, agride, mata e prega até o estupro (vide o caso Sheherazade). Isso quando não deseja a morte e lamenta não poder empregar uma solução stalinista.

Bom ator que é, Wagner tenta nos enganar afirmando que “fez oposição ao PT antes de ser modinha”. Não, as críticas que Wagner fez ao petismo são exatamente as críticas feitas por PSOL, PCdoB, PSTU e afins: para o ator, o PT não é suficientemente de esquerda. É uma crítica tão desonesta quanto os conservadores de hoje criticando um possível governo do DEM. “Mas eu também faço minhas críticas ao DEM”, diriam esses conservadores. Mas as críticas ao DEM seriam justamente pelo fato do partido não ser tão conservador como gostaríamos.

Wagner Moura mente tanto, que em outros momentos da entrevista diz que “está sendo demonizado pela imprensa de direita deste país”. E depois ri, irônico: “imprensa de direita é um pleonasmo”. Diz isto em um estúdio que pertence a um dos maiores veículos de comunicação do país, o UOL. O UOL é um dos veículos mais progressistas do país. Dos dedos sujos de seus jornalistas, saem diariamente factoides contra a direita (pesquisem sobre Vinícius Segalla). O UOL abriga o Opera Mundo de Breno Altman, a Folha de São Paulo e uma série de veículos “à esquerda”. Inclusive o blog do Leonardo Sakamoto. Wagner Moura diz que a mídia é de esquerda no veículo que tem como sócio o banqueiro André Esteves, aquele criminoso preso ao tentar tramar a fuga de Nestor Cerveró. Wagner Moura fala de “mídia de direita” em um veículo que diariamente espalha nas redes o chorume ideológico da esquerda em questões de comportamento, economia, política e cobertura internacional. O estúdio, como foi dito no começo do texto, é o mesmo usado pelos radicais Sakamoto, Boulos, Laura e Jean Wyllys para o Havana Connection. É decorado com fotos das ruínas de Havana e dos carniceiros Fidel e Che. E o ator quer falar que toda a mídia é de direita. Não é burrice, e sim estelionato.

Aliás, destaco da entrevista de Wagner Moura o trecho em que ele diz que “Marighella foi morto em uma emboscada”. Não é tão verdadeiro, pesquisem. Mas o importante é saber que ainda que a tentativa de humanização de um monstro fosse verdadeira, teríamos a certeza de que foi justo. Sim, Marighela defendia a morte de inocentes por meio da prática do terrorismo. Defendia emboscadas, bombas em prédios públicos, sabotagem de trens de passageiros... ele defendia a performance da morte e a propagação do medo como armas políticas. Para um ser humano normal, que cultiva aquela centelha de razoabilidade e moral que os esquerdistas chamam jocosamente de senso comum, isso é algo típico dos piores monstros.


Saber que Wagner Moura teve que recorrer a um murmúrio tão mesquinho, que teve que se humilhar desta forma tão ultrajante e pior, que teve que mentir de forma tão canastra para convencer algum empresário capitalista a deixar de lado a moralidade burguesa e divergências ideológicas para financiar o panfleto de esquerda, não deixa de ser algo positivo. Significa que aquele despertar da consciência que provocou na maioria silenciosa o desejo de ocupar as ruas ainda está vivo. Não faz muito tempo que um herdeiro do Itaú fez um filme exaltando a figura de Ernesto Guevara La Serna, o estuprador racista e homofóbico que sentia frêmitos sexuais com cheiro de sangue e pólvora de suas vítimas. Aparentemente está ficando feio patrocinar a apologia à barbárie. Isso é o indício que um novo Brasil nasceu das ruas, um Brasil que não tolera a infâmia. Se gente como Wagner Moura e Leonardo Sakamoto não suportam este novo Brasil, significa que é o melhor que poderemos ter. 

Para quem estiver disposto, a entrevista pode ser vista aqui:


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PS. Observem o quanto o rapaz chora por ser chamado de esquerda caviar. Ann Colter diz “Você sabe que os atingiu a partir do momento em que eles começa a guinchar”.
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