Ads Top

O ataque a monumentos reflete o ódio que a extrema-esquerda nutre contra homens livres


Zanone Fraissat/Folhapress

Mais cedo São Paulo registrou mais um ato de vandalismo contra o Monumento às Bandeiras. Já virou rotina esse tipo de ataque: de tempos em tempos, os bolcheviques do século XXI praticam suas investidas totalitárias contra a bela escultura de Victor Brecheret instalada no Parque do Ibirapuera. É quando voltamos a discutir o mesmo assunto, que é a história paulista.
Mas não é a história paulista que deve ser colocada em pauta, como colocou o jornalista deextrema-esquerda Leonardo Sakamoto. O argumento de que os bandeirantes eram assassinos, escravocratas ou opressores não deve ser discutido pelo simples fato de que quem pede isso são os mesmos que reverenciam as figuras de Fidel, Che, Mao, Stalin e cia.
Não há absolutamente nenhum interesse em defender os direitos humanos ou em reparar a memória das possíveis vítimas. O que se pretende é impor uma agenda, agenda esta que atende aos anseios criminosos de um grupo político que se confunde com uma seita.
Quando se fala em reescrever a história, em abolir símbolos de tempos tão distantes, fica claro que se pretende impor uma nova narrativa. E antes que a confusão se estabeleça, é bom lembrar o seguinte: os bandeirantes estão em um contexto muito diferente dos soviéticos. Quem hoje destrói símbolos soviéticos na Ucrânia é bem diferente dos playboys que se insurgem contra desbravadores e séculos remotos. A Ucrânia ainda é alvo das investidas dos russos, ainda padece com o mal do comunismo intramuros. Já o processo histórico dos bandeirantes é encerrado.
Sabemos que alguns praticaram homicídios e escravizaram índios, povo que também mantinha o costume da escravidão entre si. Mas também sabemos que os bandeirantes abriram caminhos, que fizeram nascer uma nova civilização. Não só em São Paulo, mas também em Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul. Não se pode negar a coragem e iniciativa destes personagens históricos. E de longe já se pode concluir: ainda que fossem verdadeiras bestas, não mataram nem um decimo do que foi produzido na indústria da morte comunista. Considerando que os justiceiros odeiam uns e reverenciam outros, é de se supor que o ódio aos bandeirantes não passa de desprezo por quem matou pouco.
Quando a esquerda diz que devemos deixar de homenagear os bandeirantes, ela ignora de maneira premeditada o contexto histórico vivido por aqueles homens. Ao ignorar isso, esses estelionatários tentam fazer crer que os valores da época eram os valores de hoje. Feita essa fraude, pretendem então anular os feitos daqueles indivíduos sem o devido contexto. Aí é que reside o golpe: quando se propõe a remoção de homenagens aos bandeirantes, o legado deles também vai para o banco dos réus. A fundação de cidades, a abertura de estradas, a colonização do interior do Brasil, tudo passa a ser discutido de acordo com a ótica marxista dos justiceiros sociais. O perigo mora aí.
Na China Maoista, algo semelhante foi levado a cabo pelo ditado mais sanguinário da história. Mao Zedong propôs reescrever a história, destruindo o legado do passado que em sua narrativa, era opressor, imperialista e reacionário. Dentro de pouco tempo, tesouros da humanidades foram destruídos, pais foram presos e executados por conta de denúncias feitas pelos próprios filhos. Defensores da cultura tradicional passaram a ser vistos como inimigos da Revolução e do progresso. A matança tinha um propósito político: ao investir contra a identidade daquele povo, Mao deixaria uma lacuna na sociedade chinesa. Lacuna que seria preenchida com o ideário comunista de submissão e estupidez.
Aqui a intenção também é essa. Se notarem, verão que em todo o mundo a extrema-esquerda trabalha investindo contra a identidade dos povos, com a destruição da autoestima e da história. Povos orgulhosos e cientes de sua identidade são presas difíceis. Mais fácil é minar a autoestima para enfraquecer a vítima.
Sim, trata-se de uma lógica psicopata. Por isso a esquerda sente ódio do orgulho que alguns tem de seus estados, de sua história. Em São Paulo, sempre que se comemora o 9 de julho, algum esquerdista lamenta em suas redes sociais o fato do paulista sentir orgulho de uma guerra que em tese não venceu. Da mesma forma com que outros esquerdistas em outras partes reclamam do americano que se orgulha da Declaração de Independência e da bandeira listrada. Quando a senhora Angela Merkel teve aquele surto tomando a bandeira alemã das mãos de um correligionário e ordenando que o objeto fosse retirado dali, a extrema-esquerda internacional aplaudiu. No Reino Unido, a extrema-esquerda também ataca quem diz sentir orgulho de seu país. Muda o idioma, o sotaque, a religião e a cor de pele, mas o espírito de porco da seita é sempre universal.
Eles não gostam de quem se orgulha do que é, e por isso vivem queimando bandeiras de suas próprias nacionalidades em toda a parte. O conceito é simples: quem se orgulha do que é e reverencia o legado de seus antepassados, acaba desenvolvendo o terrível habito de fazer as próprias escolhas, de querer ser senhor de sua própria vontade. Para as esquerdas, isso é devastador. Como lembrou Margaret Thatcher, homens livres podem não querer escolher o socialismo.


Tecnologia do Blogger.