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Aquela gente exótica que grita "Fora Temer"


Guilherme Azevedo/UOL


Desde o afastamento de Dilma Rousseff, uma gente exótica saiu dos gabinetes públicos, dos DCEs, dos coletivos, das redações e dos sindicatos para gritar, pichar e cantar "Fora Temer". Criaram até um bordão, entoado por eles como saudação religiosa. “Primeiramente, Fora Temer”, dizem os golpistas. Sei que é chato tocar no assunto, já que todos nós conhecemos alguém vitimado por essa doença que é a indigência intelectual. Todos nós conhecemos alguém que envergonha a família vestindo vermelho, que faz o pai chorar no chuveiro porque deixa de almoçar com a família no domingo para defender bandido na Paulista. Desculpem o transtorno, mas precisamos falar sobre essa gente tão diferenciada.

Por trás da suposta luta por democracia, contradições gritantes: gritam "Fora Temer" em shows de Caetano em Paris, falam de golpe em Nova York. E nas ruas, muita violência e pouca adesão. Alguns cretinos até usam camisetas, escrevem em lousas e abrem entrevistas com a frase infame. E o fazem com o mesmo ar de heroísmo dos russos que defenderam Stalingrado. No entanto, o que seria fundamental para a concretização do objetivo final (o Fora Temer), não foi sequer cogitado: até o presente momento, nenhum partido, parlamentar, coletivo ou cidadão de esquerda teve a coragem de protocolar um pedido de impeachment contra o presidente. Dilma, por exemplo, foi retirada por meio de impeachment. Ela fatalmente seria atingida por um dos inúmeros pedidos de impeachment protocolados por movimentos, por grupos empresariais, entidades religiosas, cidadãos comuns, partidos, parlamentares e entidades de classe. Contra Temer, só vomito, escarro, vandalismo e vergonha alheia. E nada de pedido de impeachment.

Isso nos obriga a concluir duas coisas: primeiro, de que há uma grande farsa tocada pelas lideranças da extrema-esquerda. Fazem esse teatro todo apenas para vender uma narrativa golpista, já que não pretendem tirar Temer para assumir as ruínas deixadas por Dilma. Pelo contrário, eles querem distancia da presidência neste momento. Melhor para eles é enrolar até 2018 acusando um golpe que não há. É claro que um pedido de impeachment deveria contar ao mesmo tempo com embasamento jurídico e apoio político para seguir adiante, coisa que eles não possuem. Por isso as lideranças da extrema-esquerda se contentam com o cinismo. É o que tem para hoje.

A outra conclusão é de que apesar da baixa adesão aos protestos da esquerda, ainda há muitos idiotas nesta terra. O que não falta são puxadores de carroça com ar de intelectuais dispostos a passarem vergonha na avenida defendendo criminosos. Igualum casal de patetas entrevistado pelo UOL na manifestação de domingo. Um casal “progressista”, desconstruído e engajado. E entupidos além da conta. Os imbecis expressam sua oposição ao governo e desejam novas eleições em breve, mas não tem “esperança”. Francamente, deveria ser crime ser tão boçal.


Os que cultivam o ar de soberba e superioridade não sabem que o único meio de tirar o presidente do cargo é por meio de um processo de impeachment? Será que o casal de militantes lobotomizados perguntou se algum de seus amados líderes já protocolou um pedido de impeachment contra Temer? Não, a militância não sabe. Apenas segue o caminho ditado pelo som do berrante. Já as lideranças não, elas tem toda a inteligência e sagacidade que falta à militância imunda. O teatro da esquerda se divide entre hábeis manipuladores e dóceis fantoches. 
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