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A Lava Jato vingou Francenildo




Foi um dia de grandes emoções. A Operação Lava Jato finalmente chegou em Antonio Palocci, deixou o ex-presidente Lula com a água a poucos centímetros do nariz.  As acusações de que o “Italiano” operava fraudes diversas envolvendo BNDES e Petrobras já são conhecidas. Mas o intrigante aqui não é a prisão em si, que há tempos já era aguardada. O que foi espetacular foi que a Lava Jato vingou o caseiro Francenildo.

Ninguém esperava esse desfecho, nem Francenildo e nem Palocci. Francenildo provavelmente achou que a justiça nunca seria feita, já que se tratava de gente rica e influente. Provavelmente o trotskista Palocci acreditou na impunidade pelos mesmos motivos. Gente como Francenildo só serve para o PT como cavalgadura, como massa de manobra para os discursos políticos. Quando essa gente resolve falar, se tornam um estorvo para a esquerda

Quando o piauiense foi até a CPI dos Bingos contar das vezes que viu o poderoso ministro petista frequentando a tal “República de Ribeirão” em noites de orgias, consumo de cocaína, álcool e propinas, o migrante nordestino viu toda a fúria da máquina petista se virar contra ele. O partido que diz defender pretos, pobres, nordestinos e minorias fez o diabo para trucidar o sujeito. Só porque Francenildo disse a verdade.

O rapaz viu sua intimidade exposta, perdeu seu trabalho, virou alvo de assédio da organização criminosa que já operava o plano criminoso de poder em 2006. Por total falta de interesse da justiça, ninguém quis investigar o caso de maneira apropriada. Nem os relatos de que haviam até adolescentes entre as garotas de programa que frequentavam a casa comoveram as autoridades. Francenildo sumiu, virou história. Palocci teve um certo desgaste, mas nada que se comparasse ao infortúnio do caseiro. Saiu do governo para “prestar consultorias”, que é como ele e seus comparsas chamam a pratica de propinas, fraudes e tráfico de influência.

Mais tarde Palocci voltou ao governo pelas mãos de Dilma, agora como ministro da Casa Civil. E não durou seis meses. Com um patrimônio inexplicável, voltou a se escorar na história das “consultorias”. Saiu pelas portas dos fundos, mas sem perder o prestígio.

É mesmo surpreendente saber que uma das jornalistas que ajudou Palocci em sua trama foi convidada para ser coordenadora da EBC poucos meses depois da quebra do sigilo de Francenildo. Helena Chagas ainda seria alçada ao cargo de coordenadora da campanha de Dilma e depois ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Foi o reconhecimento por ter estampado nas páginas de O Globo dados sigilosos do caseiro. Foi o reconhecimento por ter ajudado uma quadrilha a destruir a vida de um homem.

Quem semeia vento, as vezes tem o azar de colher tempestade. Quando os brasileiros celebraram a prisão de Palocci mais cedo, o fizeram também por Francenildo. O fizeram por saber que aquele cidadão comum e sem voz foi chamado de mentiroso, e depois vítima da seita totalitária. Ele chegou a ser indenizado anos depois, mas a Caixa Econômica ainda teve a desfaçatez de recorrer da decisão. A gestão de Miriam Belchior (a viúva alegre de Celso Daniel), achava demais ter de reparar o homem pelo dano causado pela máfia.

Hoje Francenildo foi ouvido novamente. Disse que ouviu a notícia no rádio pela manhã, e que em um primeiro momento não foi capaz de sentir nada. Mas que depois se sentiu aliviado pelo trabalho da Justiça. Ele declarou ao Estadão que hoje vive de fazer pinturas e reparos em residências. “Faço de tudo, menos roubar”. Diferente daquele grupo defendido por supostos intelectuais, por falsos progressistas, por gente que odeia a liberdade, democracia e justiça. É quase certo que os sicários do plano criminoso de poder abominem a visão de mundo de Francenildo, talvez até menosprezem por se tratar de “senso comum”. Essa é mais uma prova de que a escória odeia gente como Francenildo, que ainda preza por certos valores considerados supérfluos por quem se pauta pela ideologia assassina do marxismo.
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