Ads Top

A Justiça a Santiago Andrade só será completa quando o PSOL também for para o banco dos réus





Ontem o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que os assassinos do cinegrafista Santiago Andrade irão a júri popular, já que assumiram a possibilidade de matar quando soltaram um rojão em plena manifestação em Copacabana.  Mas os mentores intelectuais estão soltos e pregando seu evangelho da morte. Alguns até querem ser prefeitos e vereadores. É bom lembrar que desde o início das chamadas jornadas de junho, o PSOL foi o maior apoiador dos black blocs.

O Partido que finge ser possível combinar socialismo e liberdade sempre estimulou a violência. Mais do que isso, tentou naturalizar a barbárie. Durante os protestos de 2013 e início de 2014, o partido trabalhou arduamente para defender a impunidade desses criminosos, acionando seus lacaios na imprensa e na mídia para que apoiassem a pratica terrorista. Marcelo Freixo, Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues saíram em defesa dos “jovens”. Como o que o PSOL manda é lei entre a esquerda descolada, logo artistas, blogueiros e pseudointelectuais passaram a repetir o mantra. Ainda hoje o vandalismo, a violência e o enfrentamento à polícia são vistos com indiferença por quem diz defender democracia.

Vejam essas declarações de Marcelo Freixo sobre os Black Blocs. Para ele, "Qualquer movimento que visa a construção de uma sociedade mais justa é válido. Os métodos representam outro debate". É a lógica da revolução.




A morte de Santiago Andrade tirou a sociedade da apatia, mostrando o quanto aqueles violentos filhos da classe média podiam ser letais. A justificativa deles para detonar artefatos explosivos em manifestações também não poderia ser mais monstruosa: a intenção não era atingir a imprensa, mas sim a polícia. Ora, na ótica deformada dos amigos de carniceiros, fardados não são humanos. Podem ser atingidos por pedras, surrados como aconteceu com o Coronel Reinaldo Simões Rossi, ou ainda mortos. Vale tudo.

Fica claro que o PSOL divide seres humanos em categorias ideológicas. É o suprassumo do totalitarismo. Quem é “progressista” se torna logo um super-homem, tendo alvará até para a pratica criminosa. Do contrário, não se pode nem participar da vida pública. Mais cedo comentamos a perseguição promovida por um candidato do PSOL contra Fernando Holiday, que retrata bem o viés totalitário do partido que quer se impor pelo medo, pelo estelionato e pela fraude.

Não é difícil relacionar os black blocs ao partido. Quem financiava o tal “coletivo” e que comprou os fogos de artificio foi a militante do PSOL Elisa Quadros Sanzi, a Sininho. Gaúcha, foi viver no Rio de Janeiro. Não trabalhava. Vivia sustentada pelos pais e por doações do PSOL e de simpatizantes. Quando veio à tona o elo financeiro entre os dois, o PSOL tirou o corpo fora. E não foi responsabilizado por isso até hoje. Do apoio ostensivo aos black blocs, passaram a defende-los de maneira mais velada e mais cínica. Afinal de contas, agora tinham sangue nas mãos.

Esta decisão mostra que a barbárie deve ser punida de acordo com a lei, mesmo que venha pelas mãos dos que se dizem superiores e humanistas. A lei brasileira, com todas as suas contradições e idiossincrasias, ainda não é a lei da esquerdas, que se baseia em uma moral retirada do esgoto. Os assassinos de Santiago Andrade serão punidos, é um grande passo. Mas a justiça só será feita de fato quando a versão petista para DCE for responsabilizada, quando os financiadores dos black blocs forem para o banco dos réus. Prender só os dois jovens carniceiros é o mesmo que prender o jagunço e deixar solto o coronel.

______________________________________________

Convém dar uma lida em matérias da época. O Globo, Extra, Gazeta do Povo, Veja e até a improvável dupla Luiz Nassif e Paulo Henrique Amorim escreveram sobre a ligação entre PSOL e Black blocs. O Brasil 247 chegou a dizer que "o apoio aos Black Blocs afundou Freixo". O portal de extrema-esquerda Carta Maior chegou a dizer que eram os criminosos que estavam pautando o PSOL.



Tecnologia do Blogger.